Quinta-Feira, 05 de Outubro de 2017, 11h:20

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Polícia de Mato Grosso do Sul chegou a apreender duas toneladas de maconha de esposa de "Maninho"

Por: FELIPE LEONEL

A polícia de Mato Grosso do Sul apreendeu 2,5 toneladas de maconha, que pertenceria a Yulle Carla, que assumiu a gerência do tráfico em Cuiabá após a morte do marido, Enatel dos Santos Albanez, mais conhecido como Maninho. Maninho era tido como o maior traficante de Cuiabá e foi assassinado em novembro de 2015, no bairro Pedregal, região que o "endeuzava", conforme as investigações.

 

Divulgação/ DRE

YULLE CARLA

 

De acordo com o delegado Frederico Murta, coordenador da Operação Campo Minado, ainda não é possível afirmar a quantidade de drogas movimentadas pela organização criminosa, mas supõe-se que seja uma grande quantidade.  O próximo passo da investigação agora será apurar as movimentações financeiras e patrimoniais dos envolvidos. Yulle Carla foi presa nesta quarta (4), no condomínio de luxo, Alphaville. Ela mantinha a ostentação através do dinheiro do tráfico de drogas. Ela assumiu o posto do marido assim que ele foi morto.  

 

“Foi uma apreensão que a Polícia de Mato Grosso do Sul fez, mas como estávamos investigando, conseguimos comprovar que a droga que eles apreenderam lá, era desses criminosos daqui de Cuiabá. Nós acreditamos que a quantia seja bem maior que essa. Essa foi apenas uma das apreensões que nós conseguimos fazer ao longo desses seis meses de investigação”, declarou Murta.

 

 

Agora, a Polícia Civil vai analisar os materiais apreendidos e fazer um levantamento da evolução financeira dos envolvidos. Além disso, vai apurar a possibilidade do crime de lavagem de dinheiro por parte dos criminosos, já que precisavam dar um “ar de legalidade” no dinheiro adquirido ilicitamente. A quadrilha traficava, principalmente, maconha e pasta base de cocaína.

 

Yulli está presa no Presídio Ana Maria do Couto May, no bairro Pascoal Ramos, em Cuiabá.

 

 

Operação Campo Minado

 

Esta operação reuniu 350 policiais civis, dentre investigadores, escrivães e delegados, e resultou na prisão de mais de 50 pessoas. Além disso, os agentes da lei cumpriram mais de 70 mandados de busca e apreensão em três bairros de Cuiabá sendo eles Pedregal, Renascer e Jardim Leblon e outros pontos de Cuiabá e Várzea Grande.

 

Segundo a investigação, que durou mais de seis meses, a esposa de “Maninho” era responsável por tomar decisões e articular as transações de grande quantidade de drogas, especialmente, maconha, vinda da fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai. Mais de 50 bocas de fumo foram catalogadas pela DRE durante a investigação, locais onde também foram feitas prisões e apreensões.

 

De acordo com o titular da DRE, delegado Vitor Chab Domingues, a operação foi um “sucesso total”. “Eu agradeço o comprometimento dos policiais civis da DRE, bem como de todas as unidades envolvidas na Operação. Foi uma área que nós estamos combatendo firmemente o tráfico doméstico de entorpecente, que mais aflige a sociedade, que é a denominada boca de fumo", disse.

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