Segunda-Feira, 11 de Junho de 2018, 15h:17

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Peritos denunciam laboratório ao MPE por plágio em laudo

Por: LUIS VINICIUS

O Sindicato dos Peritos Oficiais Criminais de Mato Grosso (Sindpeco), irá protocolar uma denúncia junto ao Ministério Público Estadual (MPE), nesta segunda-feira (11), contra o Laboratório Forense Lab Perícias e Consultoria pelo crime de plágio. A informação foi confirmada ao HiperNotícias por um perito ligado ao Sindpeco.

 

Alan Cosme/HiperNoticias

ministerio publico-MT

 

De acordo com os sindicalistas, o laudo feito pela empresa particular para medir a velocidade do veículo Jeep Compass, dirigido pela dermatologista, Letícia Bortolini, de 37 anos foi plagido de um relatório de 2014. O documento é subsídio para investigação do atropelamento do verdureiro Lúcio Francisco Lúcio Maia, de 48 anos, atingido pela acusada. 

 

Os servidores afirmam que existem cinco pontos de cópia no laudo independente da identicos a documento da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) elaborado há quatro anos. Os servidores irão trazer mais detalhes durante uma coletiva de imprensa na tarde desta segunda-feira (11).

 

A polêmica começou após a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), emitir um laudo afirmando que o carro dirigido pela profissional de saúde estava a 30km/h. Diante disso, o delegado Cristian Cabral da Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran), solicitou que o Laboratório Forense Lab Perícias e Consultoria realizasse um outro exame, que constatou uma velocidade de 95 km/h. Valor três vezes maior do levantado pelos peritos.

 

O parecer elaborado pelo laboratório utilizou como base o vídeo do acidente e cálculos de deslocamento espacial do carro conduzido pela médica para estimar a velocidade em que a acusada dirigia ao atropelar o comerciante.

 

Na conclusão do relatório, os analistas ressaltam também dois pontos de dissipação de energia: um com o corpo e outro com um poste existente na Avenida Miguel Sutil, local do acidente. “Caracterizando que o veículo no choque físico com esses dois elementos estava com velocidade acima de 95 km/h”, diz o laudo.

 

O documento assevera que o carro estava em velocidade superior a permita “subestimada de pelo menos 95 km/h”, diz trecho do laudo.

 

O caso

Letícia foi presa ainda na noite de sábado (14), em uma residência no bairro Jardim Itália, em Cuiabá. No domingo (15), a juíza Renata do Carmo Evaristo Parreira, da 9ª Vara Criminal, converteu a prisão temporária em preventiva durante audiência de custódia. Na ocasião, a magistrada afirmou que a médica tinha "personalidade criminosa", pois atropelou e matou o comerciante, fugiu do local do acidente e não acionou socorro.  A juíza também ponderou que a acusada, sendo médica, tinha o poder e o dever de prestar socorro à vítima, mas não o fez.

 

Na terça-feira (17), o desembargador Orlando Perri acolheu o pedido da defesa de Letícia feito sob o argumento de que ela tem um filho com um ano de idade e que precisa de cuidados, é responsável pelo sustento da criança, além de que não tem antecedentes criminais.

 

Como condição para que Letícia deixe a prisão, o desembargador impôs algumas medidas cautelares, entre elas comparecimento mensal ao juízo, não frequentar bares e clubes, recolhimento noturno, não pode consumir bebidas alcoólicas e entorpecentes, não pode se envolver em outros delitos. Caso Letícia infrinja alguma das medidas, ela pode ser recolhida para o regime fechado novamente.

 

 

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