Segunda-Feira, 11 de Junho de 2018, 11h:43

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Peritos afirmam que laudo feito por laboratório é plágio

Por: LUIS VINICIUS

O Sindicato dos Peritos Oficiais Criminais de Mato Grosso (Sindpeco), afirmou, por meio de nota, que o laudo feito pelo laboratório Forense Lab Perícias e Consultoria é um plágio. O relatório trata da velocidade do carro Jeep Compass, dirigido pela dermatologista, Letícia Bortolini, de 37 anos, quando atropelou o verdureiro, Francisco Lúcio Maia, de 48 anos .O comunicado foi divulgado manhã desta segunda-feira (11).

 

Alan Cosme/HiperNoticias

perito criminal

 

A polêmica começou após a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), emitir um laudo afirmando que o carro dirigido pela profissional de saúde estava a 30km/h. Diante disso, o delegado Cristian Cabral da Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran), solicitou que o Laboratório Forense Lab Perícias e Consultoria realizasse um outro exame, que constatou uma velocidade de 95 km/h. Valor três vezes maior do levantado pelos peritos.

 

O parecer elaborado pelo laboratório utilizou como base o vídeo do acidente e cálculos de deslocamento espacial do carro conduzido pela médica para estimar a velocidade em que a acusada dirigia ao atropelar o comerciante.

 

Na conclusão do relatório, os analistas ressaltam também dois pontos de dissipação de energia: um com o corpo e outro com um poste existente na Avenida Miguel Sutil, local do acidente. “Caracterizando que o veículo no choque físico com esses dois elementos estava com velocidade acima de 95 km/h”, diz o laudo.

 

O documento assevera que o carro estava em velocidade superior a permita “subestimada de pelo menos 95 km/h”, diz trecho do laudo.

 

Agora, os peritos afirmam que o laudo feito por essa empresa é plágio de um laudo feito pela própria Politec em um acidente em 2014. Os sindicalistas ressaltam que, no exame feito pelo laboratório, existem cinco pontos de cópia. Os servidores prometem trazer mais detalhes durante uma coletiva de imprensa na tarde desta segunda-feira (11).

 

Na oportunidade, os peritos apresentarão os pontos plagiados e quais as medidas que serão tomadas contra a empresa. Os sindicalistas não deram mais informações se tomarão medidas contra o laboratório.

 

O caso 

Letícia foi presa ainda na noite de sábado (14), em uma residência no bairro Jardim Itália, em Cuiabá. No domingo (15), a juíza Renata do Carmo Evaristo Parreira, da 9ª Vara Criminal, converteu a prisão temporária em preventiva durante audiência de custódia. Na ocasião, a magistrada afirmou que a médica tinha "personalidade criminosa", pois atropelou e matou o comerciante, fugiu do local do acidente e não acionou socorro.  A juíza também ponderou que a acusada, sendo médica, tinha o poder e o dever de prestar socorro à vítima, mas não o fez.

 

Na terça-feira (17), o desembargador Orlando Perri acolheu o pedido da defesa de Letícia feito sob o argumento de que ela tem um filho com um ano de idade e que precisa de cuidados, é responsável pelo sustento da criança, além de que não tem antecedentes criminais.

 

Como condição para que Letícia deixe a prisão, o desembargador impôs algumas medidas cautelares, entre elas comparecimento mensal ao juízo, não frequentar bares e clubes, recolhimento noturno, não pode consumir bebidas alcoólicas e entorpecentes, não pode se envolver em outros delitos. Caso Letícia infrinja alguma das medidas, ela pode ser recolhida para o regime fechado novamente.

 

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2 Comentários

José Perpétuo - 11/06/2018

Vixi...a briga está ficando boa. Delegado que não sabe interpretar informações Versus Categoria de CDFs. (rssss). Kd a Direção da POLITEC, da PJC e a SESP para resolver logo esse imbróglio. Essa briga afetará a credibilidade das duas Instituições (POLITEC e PJC).

Wagner - 11/06/2018

Rapa vc olhando as fotos do carro da médica não precisa ser perito para saber que os estragos a 30 km não seria feito naquela proporção

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