Sábado, 07 de Abril de 2018, 16h:30

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Passados 50 dias, Polícia Civil ainda não localizou corpos decapitados

Por: LUIS VINICIUS

Passados 49 dias após a compartilhamento de um vídeo onde mostra dois homens sendo decapitados por membros da facção criminosa, Comando Vermelho (CVMT), a Polícia Civil ainda não localizou os corpos das vítimas. O duplo homicídio, segundo informações, teria ligação com a morte da jovem Viviane Silva Ângelo, 18 anos, grávida de sete meses, cujo corpo foi encontrado na região da Ponte de Ferro, no dia 18 de fevereiro.

 

Alan Cosme/HiperNoticias

delegado andre renato/dhpp

 

A dupla decapitação seria uma retaliação, por parte da organização criminosa, que ordenou membros a arrancarem a cabeça de Rubinho e Reinaldo. Ambos foram os últimos a serem vistos com a jovem grávida. Reinaldo seria o mototaxista que a levou do Jardim Vitória até o local onde foi encontrado o cadáver da jovem. Rubinho estaria na Ponte de Ferro, à espera da grávida. Este último teria assassinado Viviane, mas as investigações comandadas pela delegada Alana Cardosa da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa ainda não foram concluídas.

 

As gravações, que na época foram compartilhadas em diversos grupos de WhatsApp e Facebook, se assemelham aos crimes cometidos ao Estado Islâmico. Um dos assassinos utiliza um facão para arrancar a cabeça de Reinaldo, que estava amarrado e de joelhos. Em seguida ele decapita Rubinho, que já tinha passado por momentos de tortura e estava deitado, também amarrado. Na sequência, as cabeças das vítimas são colocadas ao lado do corpo de Reinaldo. Logo em seguida, o vídeo acaba.

 

“Foi instaurado um inquérito policial para investigar os fatos e as diligências estão sendo preenchidas. Porém, até o momento não se localizou os corpos. Mas, as buscas estão sendo empreendidas para identificar a autoria criminosa, a motivação e logicamente encontrar os corpos”, disse o delegado titular da DHPP, André Renato Goncalves.

 

O delegado afirmou ao HiperNotícias que existem várias hipóteses de onde os corpos devem estar e que só a investigação da delegada Alana poderá apontar o local dos cadáveres.

 

Alan Cosme/HiperNoticias

Delegada Alana Cardoso

Delegada Alana Cardoso

“O fato que os corpos possam ter sido carbonizados ou enterrados são apenas hipóteses. E hipóteses existem várias, mil. Nós ainda não sabemos. O que a gente sabe de concreto é que nós estamos trabalhando para localizar os corpos. As investigações estão sendo comandadas pela delegada Alana e pretendemos encerrar o caso o mais rápido possível”, concluiu o delegado.

 

O mais procurado

 

Um dia após o crime ser divulgado, os policiais da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), juntamente com agentes da Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos Automotores (DERFVA), GOE e do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), invadiram o esconderijo de um dos bandidos mais procurados de Mato Grosso, e, segundo a Polícia, suspeito de ter cometido esses dois assassinatos: Kelves Gonçalves, 28 anos, com mais de 20 crimes cometidos, entre roubos, latrocínio, homicídio, sequestro e uma decapitação.

 

Kelves era procurado por ter atirado em um policial civil durante as buscas do sequestro de uma empresária, em novembro de 2017. Na entrada da casa, Kelves atirou nos policiais, que revidaram. O criminoso não resistiu aos ferimentos e morreu no Pronto-Socorro de Cuiabá. O dono da casa, Jean Pierre, também foi baleado e morreu na ação. Ele seria o responsável por dar guarida a Kelves. Jean também era procurado da Justiça.

 

Segundo o delegado Diogo Santana, do GCCO, Kelves seria o autor do crime, pois em agosto passado ele matou um taxista e também arrancou a cabeça da vítima usando um facão.

 

"Nós desconfiamos dele por conta do porte físico do homem que corta as cabeças e por ser o mesmo modus operandi da decapitação que ele cometeu em agosto do ano passado contra o taxista Bruno. Essa investigação ficará por conta da Delegacia de Homicídios", disse o delegado.

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