Quinta-Feira, 06 de Setembro de 2018, 20h:36

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Passados 190 dias, Polícia Civil encontra restos mortais de homens decapitados pelo Comando Vermelho

Por: LUIS VINICIUS

Passados 190 dias, policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), encontraram na manhã desta quinta-feira (6), dois cadáveres em um matagal no bairro Osmar Cabral, em Cuiabá. Os restos mortais seriam do mototaxista Reinaldo Ribeiro de Barros de 38 anos e Rubens Eloy da Silva, conhecido como “Rubinho” de idade não identificada.

 

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Os cadáveres foram encontrados a poucos metros de onde aconteceu a dupla decapitação. Os policiais informaram que após os crimes, os bandidos atravessaram um rio e tiveram acesso a região do Osmar Cabral. No local, os agentes encontraram ossos e os dois crânios que foram retirados do corpo das vítimas. Junto aos cadáveres, os policiais encontraram um boletim de ocorrência em nome de Reinaldo, evidenciando que o corpo encontrado seria do mototaxista.

 

A dupla estaria envolvida na morte da grávida Viviane Silva, 18 anos, que foi encontrada morta no dia 18 de fevereiro, na região da Ponte de Ferro, área rural, na Capital. A jovem foi encontrada com um trauma na cabeça e a pele do rosto retirada com o uso de um estilete. A vítima estava gestante de sete meses.

 

Com a morte de Viviane, membros da maior facção criminosa de Mato Grosso, Comando Vermelho (CVMT) teriam se revoltado e decidiram executar Reinaldo e Rubens, em uma espécie do "Tribunal do Crime".  Os policiais informaram que naquela etapa da investigação do assassinato da grávida, os dois homens eram os principais suspeitos de terem cometido o crime.

 

Na época, um vídeo que circulou nas redes sociais, chamou atenção da Polícia Civil por conta da crueldade usada no duplo homicídio de Reinaldo e Rubens. Nas imagens, que foram compartilhadas nas redes sociais de WhatsApp, Facebook, membros do Comando Vermelho arrancam a cabeça das duas vítimas. Um criminoso de camisa azul amarrada na cabeça, identificado na filmagem como João, usa um facão para cortar e decapitar as vítimas, que estavam de joelhos e com os braços amarrados.

 

As cenas, que se assemelham com ataques do Estado Islâmico, foram gravadas na região do Altos da Serra, em Cuiabá. E a todo o momento os envolvidos gritam que fazem parte da facção criminosa. "Aqui é tudo 2, tudo 2", gritam e vibram os executores, fazendo menção à sigla CV.

 

Reprodução - PJC

viviane morta na ponte de ferro

 O duplo assassinato teria acontecido por vingaça da morte de Viviane

Após os diversos compartilhamentos do vídeo, policiais da DHPP iniciaram ininterrupta caçada dos corpos. A busca durou mais de seis meses. Conforme informações recebidas pela HiperNotícias, os agentes receberam uma informação de que os restos mortais estariam ainda na região que aconteceu a dupla decapitação de  Reinaldo e Rubens.

 

Os ossos serão encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) para exames de identificação, para saber se de fato, os restos mortais são mesmo de Reinaldo e Rubens.

 

A delegada responsável pela investigação, Alana Cardoso deverá instaurar um inquérito após o encontro dos cadáveres. Além disso, os autores do duplo homicídio também deverão ser procurados.

 

Suposta participação de Reinaldo

 

O mototaxista que levou Viviane até a Ponte de Ferro, onde ela encontrou com um rapaz por nome de Rubinho, que é o suspeito de matar a jovem grávida.

 

O mototaxista, antes de ser morto, aparece amarrado e com o rosto inchado. Ele relata que não matou a jovem e que apenas a levou até a Ponte de Ferro. No caminho, Viviane teria recebido um telefonema e falado com um homem chamado Zulu. "Eu não falei isso antes, com medo. Eu tinha medo de alguém me matar ou matar minha filha", diz o homem no vídeo, antes de ser assassinado.

 

Conforme investigações da DHPP, o celular desse mototaxista foi encontrado na cena do crime, próximo ao corpo de Viviane. Além do mototaxista, os criminosos do Comando Vermelho também executam o Rubinho. Ele seria o executor da grávida. Ele também tem a cabeça arrancada de forma brutal.

 

Os vídeos do interrogatório foram feitos pelos criminosos com as vítimas, enquanto elas estavam amarradas. As imagens da execução e da dupla decapitação não serão exibidas. Ainda segundo a polícia, o crime teria acontecido na noite de 24 de fevereiro.

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