Quarta-Feira, 06 de Junho de 2018, 11h:19

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Médicos desmentem bisavó e afirmam que a criança enterrada viva não é prematura

Por: DA REDAÇÃO

A equipe médica que atendeu uma recém-nascida enterrada viva, nos fundos de uma casa, na cidade de Canarana (633 km de Cuiabá), desmentiu a versão apresentada pela bisavó da criança. A idosa contou aos policiais que enterrou a criança por acreditar que ela havia morrido após o parto, visto que nasceu de sete meses.

 

Reprodução

bebe indio enterrado

 

Conforme a avaliação médica, a criança não é prematura, ela nasceu de nove meses e saudável.

 

A bebê da etnia Tamayura foi enterrada viva no quintal da casa por volta das 14h de terça-feira (05) e salva por policiais militares e civis cerca de 7h depois. Eram 20h20 quando os policiais da 5º Companhia foram comunicados do fato, na cidade de Canarana, e se deslocaram ao local. A bisavó da criança mostrou o buraco, aos fundos da residência, ao lado de uma parede de madeira, onde os policiais começaram a cavar com as mãos, e para surpresa, logo ouviram o choro do bebê.

 

“Nem a perícia que fica em Água Boa, acreditava. Primeiro era para localizar o corpo, depois acioná-los. Não dá para descrever a sensação ao começar cavar e ouvir o choro da criança. Deu um desespero para cavar ainda mais depressa, com as mãos, com cuidado. A bebezinha é tão pequenina, coube nas duas mãos. Tantas horas depois de enterrada, é um milagre”, relatou o major João Paulo Bezerra do Nascimento, comandante da 5º Companhia. Ele conta que ao se deslocar para o local, acionou imediatamente a equipe da polícia civil que também acompanhou.

 

A criança foi encaminhada para o hospital municipal e, após avaliação, foi encaminhada para o Hospital Regional de Água Boa (730 km de Cuiabá), com suspeita de duas fraturas na cabeça.

 

“Hoje (6) já tivemos notícias de que ela passa bem, só está com insuficiência respiratória. A mãe M.P.T., 15 anos, e a bisavó da criança, 33, foram conduzidas à Polícia Civil para esclarecimentos", pontuou o major.  A mãe passou por avaliação médica antes de ir para PJC.

 

O caso 

Segundo a denúncia, a indígena teria dado à luz por volta do meio dia na terça-feira (05.06) e teria enterrado no terreno da residência onde a família mora. No local, a bisavó T.K. confirmou a autoria, pois, segundo ela, teria nascido morta por ser prematura. E não comunicou ninguém por ser costume da etnia.

 

Uma enfermeira da Casai (Casa de Saúde do Índio) ao assumir o expediente soube do caso e comunicou a polícia e o chefe do Casai. Em decorrência do tempo, o local foi isolado pela equipe policial e acionada a Polícia Judiciária Civil para o trabalho da perícia técnica. Foi solicitado para constatar o óbito. Ao escavar, como já foi descrito, todos ouviram o choro do bebê.

 

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