Quarta-Feira, 10 de Outubro de 2018, 08h:18

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Homem morto com tiro na testa pode ter sido alvo de latrocínio

Por: LUIS VINICIUS

A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga o assassinato do vendedor Emivaldo Gabriel da Silva, 40 anos, que foi executado com um tiro na testa, na madrugada de segunda-feira (8), no bairro Nova Esperança II, em Cuiabá. Até o momento o crime é um mistério para a polícia Polícia Civil, porém os policiais que investigam o caso não descartam a possibilidade da vítima ter sido alvo de latrocínio.

 

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O vendedor, segundo informações obtidas pelo HiperNotícias, é natural da cidade de Inhumas (GO) e estava em Cuiabá há cinco dias morando com familiares e amigos em uma quitinete. Os policiais informaram que Emivaldo comercializava produtos de cama, mesa e banho e sempre vinha para Cuiabá vender seus artigos.

 

No dia do crime, Emivaldo foi convidado por um de seus amigos, identificado apenas como R., para ir a um bar do bairro, onde ingeriram bebida alcoólica até as 23h de domingo (7). Após a bebedeira, a dupla saiu do estabelecimento e se dirigiu até um veículo Fiat Strada de cor branca para ir pra casa.

 

Depois que o alvo entrou no carro com o amigo, foram abordados por um homem que estava no bar. Essa terceira pessoa, teria anunciado o assalto e ordenado que as vítimas saíssem do carro.

 

Emivaldo e o amigo saíram do carro e foram rendidos pelo criminoso. O colega do vendedor correu e se escondeu em uma região de mata. Ao ser questionada, essa testemunha relatou que Emivaldo tinha um problema na perna e não conseguia correr.

 

Passado algum tempo, o homem contou que saiu do matagal e não encontrou nem Emivaldo e nem o veículo Fiat Strada no local. Em seguida, ele disse que mandou mensagens para um outro amigo ir até o local e acionar a Polícia Militar. Esse terceiro colega acionou a PM e os agentes começaram a fazer buscas na região, para tentar localizar a vítima e o veículo.

 

Durante os trabalhos, os PMs encontraram o carro a, aproximadamente, 50 metros de onde Emivaldo e seu amigo foram rendidos. R., disse aos policiais que o carro tinha bloqueador eletrônico e, por isso, o criminoso não tenha conseguido fugir com o automóvel.

 

Diante do depoimento de R., os policiais que investigam o caso acreditam que o bandido poderia ter se irritado pelo fato do carro ter sido bloqueado e atirado na cabeça de Emivaldo. No entanto, essas afirmações serão investigadas pelo delegado responsável pelo caso, Gustavo Belão.

 

Passados quase 48 horas da morte ninguém foi preso. O inquérito deverá ser concluído em aproximadamente 30 dias.

 

 

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