Sábado, 28 de Abril de 2018, 17h:00

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GCCO afirma que facções não tomaram bairros

Por: LUIS VINICIUS

O delegado da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), Diogo Santana, afirmou que não existe nenhum bairro de Cuiabá ou Várzea Grande que seja comandado por facção criminosa. Durante coletiva à imprensa, Santana disse que não há nenhum bairro em que as forças de Segurança Pública não tenham entrada.

 

Alan Cosme/HiperNoticias

delegado diogo santana

 

Em 2018, membros do Comando Vermelho atuaram com brutalidade e com muita ousadia contra a sociedade e as forças de segurança. No início do ano, diversos vídeos foram compartilhados pelas redes sociais, mostrando pessoas sendo torturadas e agredidas durante os chamados “salves”. Nas gravações, pessoas que são suspeitas de participarem de crimes são agredidas com pedaços de madeiras e fios. Em algumas imagens, duas pessoas chegaram a ser decapitadas. Os corpos dessas vítimas, no entanto, ainda não foram encontrados.

 

“Hoje aqui em Cuiabá nós não temos aquela realidade de bairro ocupado por organização, ao contrário do que tentam fazer parecer. Não existe bairro hoje, isso eu repito, não existe bairro aqui em Cuiabá ou Várzea Grande que a Polícia Civil e a Polícia Militar não entre e a qualquer hora nós entramos em qualquer bairro da Região Metropolitana”, disse o delegado Diogo aos jornalistas.

 

Ainda durante a coletiva, o Santana informou que após a morte do detento Jesuíno Cândido da Cruz, o Junião, 27 anos, no dia 21 de março, durante um motim na Penitenciária Central do Estado (PCE), 75 criminosos ligados a facção criminosa Comando Vermelho (CVMT) foram presos pelas forças de segurança em Mato Grosso. Santana informou que as prisões têm acontecido graças aos trabalhos das forças de Segurança Pública.

 

“Essas prisões têm acontecido graças aos trabalhos das forças integradas da Polícia Militar e da Polícia Civil. É importante tirar os membros de facção criminosa de circulação. Também ressalto que a sociedade como um todo tem essa noção que pessoa que se disser faccionado está sujeita a uma pena grave de reclusão de oito anos".

 

Alan Cosme/HiperNoticias

policia civil/gcco

 

O delegado da GCCO afirmou que as organizações possuem um núcleo de segurança dentro dos presídios de Mato Grosso. O agente acrescentou que os membros das facções que estão em liberdade cometem crimes para visarem lucros.

 

“Eles atuam em diversas frentes. Aqui fora eles têm um núcleo duro que acrescenta os que estão dentro do presídio, que são as lideranças da organização criminosa. Aqui fora estão os indivíduos que cometem os crimes, seja o tráfico de drogas, roubo a residência. Eles atuam em diversas frentes, sempre visando lucro. Nosso objetivo é serem ações reiteradas e contundentes”, explicou Santana.

 

Para concluir, Santana afirmou que existe um levantamento que pode apontar a quantidade de membros do Comando Vermelho em Mato Grosso, mas devido às questões estratégicas, a secretaria de Segurança Pública (Sesp) prefere não informar.

 

“Nós temos levantamentos do nosso setor de inteligência, que apontam e nos dão uma noção de quantas pessoas faccionadas nós temos em todo o Estado. Mas por questão de inteligência, questão de estratégia, nós não divulgamos o tamanho dessas facções criminosas”, concluiu Diogo.

 

 

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