Quarta-Feira, 29 de Novembro de 2017, 09h:05

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Fotógrafa vai à delegacia registrar queixa de calúnia e difamação por ser acusada de roubo

Por: LUIS VINICIUS

A fotógrafa Miriam Rodrigues Rosa, de 32 anos, compareceu na delegacia de polícia, na noite de terça-feira (28), para prestar queixa de calúnia e difamação sofrida em uma loja de bijuteria na região Central de Cuiabá.  A mulher disse que foi acusada injustamente por uma vendedora de furtar um colar, após atender uma ligação dentro da loja.

 

reprodução

comercio cuiabá

 Caso aconteceu em uma loja da Galdino Pimentel, em Cuiabá

Segundo a denúncia feita pela fotografa, o caso aconteceu por volta das 17 horas. Miriam disse que estava no Calçadão Galdino Pimentel, quando entrou no estabelecimento para comprar um brinco. Ela contou que estava com uma sacola de um shopping e começou a ver alguns objetos do estabelecimento. Enquanto escolhia, seu telefone começou a tocar.

 

“Eu estava andando pelo Calçadão quando resolvi ir até a loja comprar um brinco. No momento, eu estava com uma sacola e quando eu entrei eles não pediram para fechar a minha sacola. Logo em seguida, o gerente perguntou se eu precisava de ajuda e eu aceitei. Então ele pediu que uma vendedora fosse me acompanhar. Eu pedi para ela um colar transparente, ela me ajudou e encontrar e depois foi atender outro cliente e me deixou sozinha. Depois, eu fui procurar uma pulseira e encontrei. Aí resolvi ficar com ele na mão, pois eu ia comprar. Era R$ 10”, explicou a reportagem.

 

A fotógrafa disse que logo depois, o celular começou a tocar e por estar com as mãos ocupadas, colocou o objeto dentro da sua sacola.

 

“Meu celular está estragado, está com a tela esbranquiçada e eu tenho que atender rápido. Por isso, eu coloquei o colar dentro da sacola e fui atender o telefone toda desajeitada e nisso o colar foi para o fundo da sacola. Logo em seguida, a ligação aí eu coloquei a sacola na mesa e fui procurar o colar. Nesse momento a vendedora chegou e eu disse para ela que ia procurar um brinco. No entanto, ela correu para falar para o gerente que eu estava roubando e eu percebi. Mas, quando eu atendi o telefone tinha um funcionário atrás de mim. Ele viu que eu não roubei”, disse Miriam.

 

A fotógrafa conta que logo depois da ligação, três funcionários a abordaram para perguntar se de fato ela estava levando alguma coisa da loja.

 

“Três vendedores me abordaram para saber se eu estava roubando. Ai eu fiquei pensando, será que esse pessoal está achando que ia roubar? Logo em seguida, ele me pediu a sacola e eu falei que não ia dar, pois ele tinha que fechar a sacola na hora que eu entrei na loja. Depois perguntei para ele se ele estava achando que estava roubando. Ai comecei a tremer e dizer pra ele que eu não preciso roubar nada de ninguém, ainda mais um brinco de R$ 10. Eu fiquei constrangida e comecei a revirar meus perteces no balcão para provar que não tinha roubado nada. Os clientes ficaram olhando e eu começei a chorar. Depois disso, chamei meus pais e o meu ex-namorado e fomos até a delegacia registrar o boletim de ocorrência”, concluiu.

 

A fotografa disse que vai procurar o seu advogado nesta quarta-feira (29), para solicitar as imagens do circuito interno de segurança da loja. O caso será investigado pela Polícia Civil. 

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