Quarta-Feira, 23 de Agosto de 2017, 16h:14

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"Eu quero que ele morra da mesma forma que matou a minha irmã e sobrinha", diz irmã de mulher assassinada

Por: LUIS VINICIUS

“Eu quero que ele morra da mesma forma brutal que matou a minha sobrinha e a minha irmã”. Esse é o desejo de Jucileide de Almeida a Jhoni Marcondes, de 41 anos, que é assassino confesso de Adriana Aparecida de Siqueira, de 41 anos, e Andresa Maria Vilharga da Siqueira, de 19 anos, na madrugada de terça-feira (22), no bairro CPA II, em Cuiabá. Para concluir as mortes, Jhoni teria utilizado um martelo e uma faca.

 

O desabafo de Jucileide aconteceu durante o velório da irmã e da sobrinha, que aconteceu nesta terça-feira (23) na Capela Jardins. 

 

PM-MT

assassino peso duplo homicidio

 

O duplo homicídio ocorreu por volta das 04h da madrugada. Jhoni contou que viu uma mensagem de outro homem no Facebook da vítima e resolveu “tirar satisfações”. O casal começou a discutir e Adriana teria atingido Jhoni com uma bengala. Imediatamente, ele pegou um martelo e acertou a cabeça da mulher.

 

Os golpes teriam desfigurado o rosto de Adriana. Alcoolizado, Jhoni se dirigiu para o quarto de Andresa e também a assassinou com um canivete. Logo após o crime, o assassino teria ligado para um familiar e se justificado. "Ciúmes. Tudo por ciúmes. Foi a maior besteira da minha vida". Após seis horas de buscas, ele foi preso pela Polícia Militar e confessou o crime. Ele possuía 13 passagens criminais e era soropositivo.

 

“Esse assassino destruiu não só uma família, mas sim duas. A minha irmã era adotada e nós todos, da família biológica como da adotiva, estamos todos desolados. Eu desejo para ele a morte. Desejo que ele morra da mesma forma brutal que ele matou a minha sobrinha e a minha irmã. A filha da minha irmã tinha apenas 19 anos, cheia de sonhos e objetivos que foi interrompido por esse criminoso”, disse a emocionada a dona de casa, Jucileide de Almeida.

 

 

Reprodução

capela jardins/mae e filha

 

A mulher conta que por várias vezes tentou fazer com que Adriana separasse do assassino, no entanto, ela sempre continuou o relacionamento que segundo os vizinhos sempre foi conturbado.

 

“Não foi uma e nem duas vezes que eu falei para ela largar desse homem, mas ela nunca me escutou. Eu falava: Adriana você tem que amar a si próprio e depois amar os outros. No final de semana era rotineiro ele agredir a minha irmã. Todo domingo era isso. Infelizmente ele não escutou e está nesse caixão”, contou.

 

Jucileide afirmou que apesar de não morarem juntas, Adriana e Andresa eram muito amigas.

 

“Elas eram muito amigas. Andresa nunca desobedeceu a sua mãe ou desrespeitou. Apesar delas não morarem juntos, elas eram muito coladas. Eram tão parceiras que morreram juntas. Infelizmente foi vítima de uma escolha errada da mãe”, concluiu.

 

A irmã de Adriana reafirmou que o relacionamento de Jhoni e Adriana começou por meio de cartas e que teve o seu primeiro contato pessoal dentro do Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC), antigo Presídio Carumbé, em Cuiabá.

 

“O relacionamento deles começou porque a Adriana tinha um conhecido dentro da cadeia. Esse amigo foi e contou da Adriana para o Jhoni. Esse conhecido mostrou uma foto da minha irmã e o assassino se interessou por ela. Desta forma, eles começaram a se comunicar por cartas até que um dia o criminoso a convidou para ela ir visitá-lo dentro do presídio. Depois disso, eles nunca se separaram”, concluiu. 

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