Domingo, 10 de Junho de 2018, 14h:15

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Em 11 anos, mais de 7 mil pessoas foram assassinadas em MT

Por: LUIS VINICIUS

Entre os anos de 2006 e 2016, Mato Grosso registrou 7.117 homicídios nos 141 municípios do estado. Os números divulgados na terça-feira (5), no Atlas 2018 do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), mostram que os crimes de morte com violência tiveram um aumento de 51,3%, durante os 11 anos.

 

PJC

HOMICIDIO

 

Segundo as estatísticas, 2014, ano que o Brasil foi uma das 12 sedes da Copa do Mundo, foi o ano com mais com homicídios no estado. De janeiro a dezembro daquele ano, 1.358 pessoas foram mortas. Em seguida, vem o ano de 2015 com 1.203 pessoas mortas. Na sequência, 2016 com 1.180 mortes violentas.

 

Para se ter ideia, em 2014, uma chacina chamou atenção das autoridades policiais. Cinco pessoas morreram e outras três ficaram feridas durante a madrugada. Quatro bandidos entraram em um bar, onde estavam as vítimas, e atiraram de forma desordenada. Três pessoas morreram no local e outras duas no Pronto-Socorro de Várzea Grande (PSVG), logo depois de chegarem a unidade de saúde.

 

Já em 2006, foram registradas 497 vítimas de assassinato em todo Mato Grosso. Nos anos seguintes, os números oscilaram. Por exemplo, em 2013, foram 745 execuções.

 

PMMT

Homicídio no três barras

 

Ainda assim, no ranking nacional de mortes, Mato Grosso aparece abaixo de Goiás e alguns estados das regiões Norte e Nordeste. De acordo com o relatório, vários fatores potencializam o número de mortes, em especial, a profunda desigualdade socioeconômica, a inoperância do sistema de Segurança Pública, o acesso às armas possibilitado pelo mercado ilícito e a estruturação de facções criminosas. Em Mato Grosso, por exemplo, diversas mortes brutais estão relacionadas à organização criminosa Comando Vermelho (CVMT).

 

Intervenção policial 

O Atlas apresenta também inúmeros casos de mortes decorrentes de intervenções policiais. Em 2016, Mato Grosso registrou uma ocorrência, no bairro CPA, em Cuiabá, quando um homem morreu durante uma operação policial.

 

André Luiz de Oliveira, de 27 anos, foi morto em agosto de 2016, quando a polícia checava uma denúncia de venda de armas contra o irmão dele, Carlos Alberto de Oliveira Júnior, de 31 anos.

 

Na ação, o policial militar Élcio Ramos, de 29 anos, foi assassinado. Na sequência, André que estava na casa também foi morto a tiros.

 

À época do crime, o pai de André, o comerciante Carlos Alberto Oliveira, disse que o filho foi morto depois que já tinha se rendido.

 

Segundo o relatório, em todo país há divergência nos dados de mortes com intervenções da polícia, pois muitos casos não são registrados.

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