Domingo, 02 de Dezembro de 2018, 08h:03

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Delegada deixa DHPP com saldo de diversos casos de repercussão solucionados

Por: LUIS VINICIUS

Grupos de extermínios, homicídios por motivações passionais e decapitações de membros de facções criminosas. Esses foram “apenas” alguns dos casos investigados pela delegada Alana Derlene Sousa Cardoso, na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Na unidade, a autoridade concluiu diversos casos e foi responsável por tirar vários assassinos de circulação. Agora, pouco mais de dois anos e cinco meses de sua chegada, a policial deixa a delegacia e deverá contribuir com os seus trabalhos em outra especializada de Cuiabá.

 

Alan Cosme/HiperNoticias

Delegada Alana Cardoso

 Delegada Alana Cardoso trabalhou pouco mais de dois anos e cinco meses na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP)

A delegada chegou na DHPP no final de maio de 2016. Na época, a policial foi designada para participar de uma força-tarefa, que investigava um grupo de extermínio na cidade de Várzea Grande. A ação denominada “Mercenários”, inicialmente prendeu 17 pessoas envolvidas em uma série de assassinatos, sendo a maioria no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande. O bairro era o principal ponto de atuação dos criminosos.

 

Naquela ocasião foram detidos seis policiais militares, seis vigilantes, dois mandantes, dois informantes e o gerente de uma empresa. Todos foram presos em Cuiabá e Várzea Grande.

 

Após a "Mercenários", a delegada começou a comandar o cartório D da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no início de 2017. Durante os trabalhos, a policial investigou diversos homicídios e as suas várias motivações.

 

Um dos casos de maior repercussão foi a morte do personal trainer Danilo de Souza Campos, de 28 anos, morto em novembro de 2017. A vítima foi assassinada a poucos metros da academia em que trabalhava, no bairro Jardim Cuiabá, também na Capital. Ele estava em um veículo Honda Civic e, após sair do carro, foi surpreendido por dois motociclistas. Os assassinos atiraram cerca de cinco vezes.

 

Reprodução - PJC

viviane morta na ponte de ferro

 Viviane da Silva Ângelo foi encontrada morta no dia 18 de fevereiro, nas proximidades do Rio Coxipó

O mandadante do crime teria sido o empresário Guilherme Dias de Miranda, de 34 anos. Ele teria encomendado a morte do personal depois de descobrir que a vítima mantinha um relacionamento extraconjugal com a sua esposa na época, a também empresária Ana Lise Hovoruski, de 29 anos. 

 

Cinco meses depois do crime, a Polícia Civil de Mato Grosso, em parceria com a PJC de São Paulo, prendeu Guilherme e o executor do crime, Walisson Magno de Almeida, na capital paulista. Um mês antes, os agentes tinham prendido Ana Elise que, foi liberada dias depois por ter contribuído com a Justiça.

 

Outro caso investigado por Alana foi a morte de Viviane Silva Ângelo, 18 anos. A jovem foi assassinada e teve parte do rosto arrancado com um estilete. O corpo foi localizado em avançado estado de decomposição, no dia 18 de fevereiro, na chácara Recanto Feliz, nas proximidades do Rio Coxipó. Ela estava grávida de um menino, que se chamaria Heitor.

 

Poucos dias depois, um vídeo circulou nas redes sociais mostrando dois homens sendo decapitados por membros da facção criminosa Comando Vermelho. O crime teria sido motivado por uma vingança pela morte de Viviane. As vítimas que tiveram a cabeça arrancada estariam envolvidas no crime.

 

Reprodução

edileia plastica para todos

 A esteticista Edileia morreu após fazer um procedimento estético no Hospital Militar, em Cuiabá

Passados oito meses, apenas uma pessoa está presa suspeita de envolvimento no crime. Trata-se de Mateus Rodrigues Pinto, que é ex-namorado da grávida. Ele foi preso durante a Operação Maat, deflagrada pela Polícia Civil, no dia 7 de março. 

 

Porém, até o momento ninguém foi preso pela dupla decapitação. Com a saída de Alana, os trabalhos foram repassados ao delegado Luiz Henrique de Oliveira, novo delegado da DHPP, que deverá assumir as investigações dos casos.

 

Morte de esteticista

 

A delegada Alana também investigava a morte da esteticista Edléia Daniele Ferreira Lira, morta após uma cirurgia plástica, no dia 13 de maio, no Hospital Militar, de Cuiabá. A delegada entrou no caso, após ser divulgado o exame de necropsia. Até o momento, ninguém foi preso.

 

Alan Cosme - HiperNotícias

Alana Cardoso

 A delegada Alana Cardoso prestando depoimento no Fórum de Cuiabá

Grampolãndia pantaneira

 

A delegada Alana Cardoso é investigada na ação penal que apura os crimes militares relativos ao esquema de interceptações clandestinas existentes no Estado. Ela prestou depoimento no dia 26 de março de 2018 e afirmou que foi responsável por ouvir as conversas captadas no celular da publicitária Tatiana Sangalli (ex-amante do ex-secretário Paulo Taques), enquanto o delegado Flávio Stringueta ouvia as interceptações de outros alvos.

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