Segunda-Feira, 16 de Abril de 2018, 16h:45

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CRM instaura procedimento para apurar conduta de médica

Por: LUIS VINICIUS

O Conselho Regional de Medicina (CRM) instaurou um procedimento administrativo para investigar a conduta da médica Leticia Bortolini, que é suspeita de ter atropelado o vendedor de verduras Francisco Lucio Maia, de 48 anos, na noite de sábado (14), na Avenida Miguel Sutil, em Cuiabá.

  

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De acordo com a nota divulgada na tarde desta segunda-feira (16), o conselho afirmou que ficou sabendo do acidente por meio de notícias vinculadas pelos veículos de comunicação e para que não ocorra injustiças entre ambas as partes, o procedimento administrativo foi aberto pelo CRM.

 

“Diante dos fatos, para que não ocorra injustiça, para ambas as partes, o CRM-MT já iniciou os procedimentos administrativos pertinentes e que o caso requer”, diz parte da nota divulgada aos jornalistas.

 

Já a presidente do conselho, a médica Maria de Fátima de Carvalho Ferreira, afirmou que é importante ter cautela na investigação para que não haja julgamentos precipitados. A profissional de saúde explica que mesmo considerando a gravidade, o fato não aconteceu no exercício da profissão da suspeita.

 

“A presidente do CRM-MT, Drª. Maria de Fátima de Carvalho Ferreira, ressalta a importância de se ter cautela, evitando julgamentos precipitados. Além disso, mesmo considerando a gravidade, enfatiza que o caso não ocorreu no exercício da profissão. Destaca, ainda, que os conselhos de medicina sempre atuam considerando o Código de Ética Médica”, conclui outro trecho da nota.

 

O caso

 

O acidente aconteceu na Avenida Miguel Sutil, região do bairro Cidade Verde, em Cuiabá. Letícia estava em um Jeep Compass, com o marido, que também é médico e ambos fugiram sem prestar socorro à vítima.

 

Segundo informações da Polícia Militar, Francisco terminava de atravessar a via e já estava subindo na calçada com um carrinho de verdura. Ele acabou atingido pelo veículo da médica e morreu no local.

 

Letícia e o marido, que estavam no veículo, fugiram para casa, mas uma possível testemunha do fato teria os acompanhados até a possível residência.

 

Os militares foram até o local indicado e conduziram Letícia até a Central de Flagrantes. Conforme populares, o marido também havia participado da omissão de socorro, porém no momento da detenção, ele já teria fugido. 

 

O caso está sendo investigado pela Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran).

 

 

Leia nota na íntegra

 

 

O CRM-MT tomou conhecimento sobre o caso por meio de notícias veiculadas pela imprensa local;

 

2)Diante dos fatos, para que não ocorra injustiça, para ambas as partes, o CRM-MT já iniciou os procedimentos administrativos pertinentes e que o caso requer;

 

3)A presidente do CRM-MT, Drª. Maria de Fátima de Carvalho Ferreira, ressalta a importância de se ter cautela, evitando julgamentos precipitados. Além disso, mesmo considerando a gravidade, enfatiza que o caso não ocorreu no exercício da profissão. Destaca, ainda, que os conselhos de medicina sempre atuam considerando o Código de Ética Médica.

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2 Comentários

Cidadã - 17/04/2018

Então vamos falar sobre ética senhora presidente. Uma médica vai a um determinado local, ingere bebida alcoólica e mesmo sabendo (pq a profissão lhe dá poder desse conhecimento) que o alcool deprime o sistema nervoso central e causa diversos danos aos reflexos, sendo portanto expressamente proibido em nosso país o uso desse componente à quem vai dirigir. No entanto, mesmo em posse desse conhecimento, a distinta pega a direção e na perimetral em alta velocidade acerta um ser humano e tem coragem de vir à público assumir o ocorrido e dizer que se tratava de um animal (mesmo com aquele estrago gigantesco na lateral do carro diga-se de passagem do lado do motorista). Vamos lá, qual a ética dessa profissional? Mesmo não estando no exercício da profissão, o juramento para cuidar de vidas foi feito só para o consultório? Nós estamos acompanhando o caso, queremos justiça e com certeza, vai haver nesse caso. Esperamos que o CRM também se posicione, pois uma pessoa com esse nível de irresponsabilidade não tem condições de salvar vidas. É muito fácil falar em cuidado com julgamentos, o seu Francisco já faleceu e não tinha um diploma para ser lembrado todos os dias. Que a justiça seja curta e rápida e que essa mulher seja punida logo, pois matou um trabalhador antes mesmo de bater com o carro nele. Matou ao beber e assumir a direção. Poderia inclusive senhora presidente, ser a senhora. Mas foi o seu Francisco, um verdureiro.

Clarindo Braz de Figueiredo - 16/04/2018

OLHA O CORPORATIVISMO NAO ESTAVA NO EXERCICO DA PROFISAO ELA COMO MEDICA NAO HONROU O JURAMENTO QUE ELE FEZ QUANDO RECEBEU O DIPLOMA QUE E SALVAR NAO SE OMITIR COMO ELA FEZ DEVERIA TER O DIPLOMA CASSADO MAIS O CORPORATIVISMO VAI FALAR MAIS ALTO

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