Quinta-Feira, 17 de Maio de 2018, 08h:39

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Cortejo de líder de facção tem fogos, funk e buzinaço

Por: LUIS VINICIUS

Um cortejo fúnebre na cidade de Rondonópolis (distante 214km de Cuiabá) chamou atenção pela forma que ocorreu. Mais de 500 pessoas participaram do "último adeus" a Edimilson Filho Alves da Silva, 23 anos, líder do comando vermelho, que foi assassinado por um motociclista na noite de segunda-feira (14), ao som de funk, fogos e buzinaço pela cidade. 

 

Reprodução

Ex lider do CV pamonha

 

"Quem traiu vai pagar, na fé de Deus. Quem traiu vai pagar. A judaria que fizeram com o mano meu". Essa letra do funk escrito pelo MC Menor do Chapa foi o enredo do cortejo de Pamonha, como era conhecido o rapaz executado. A sua liderança em meio a facção era tão respeitada que dentro do Presídio da Mata Grande os detentos fizeram uma roda de oração para poder lembrar de sua morte.  A manifestação contou com aproximadamente 100 veículos às ruas.

 

Edimilson foi assassinado com um tiro na cabeça, na noite de segunda-feira (14), no bairro Jardim Ipanema, na cidade de Rondonópolis. Ele estava na Rua Francisco Manduca, em seu veículo Hyundai I30, quando foi executado.

 

Testemunhas relataram que o assassino chegou em uma motocicleta e se aproximou do veículo onde a vítima estava. Sem dizer nada, o bandido sacou um revólver e atirou diversas vezes contra Edimilson.

 

Diante disso, na terça-feira (15), pessoas próximas de Edimilson realizaram uma manifestação, na Avenida Bandeirantes, no bairro Jardim Assunção, na maior cidade do Sul do Estado. Na concentração, os acompanhantes estavam em diversos carros com som automotivo, a pé e com cartazes para homenagear Pamonha.

 

No Facebook, amigos de Edimilson juraram vingança. “De agora para frente só observem o satanáis (Sic) solto em Rondonópolis”, escreveu em um post.

 

Em sua ficha criminal consta que Edimilson foi indiciado por tráfico de drogas e porte ilegal de armas. O homem era considerado pela polícia como um dos líderes do Comando Vermelho em Rondonópolis.

 

O assassinato

 

Após ser baleado, uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada, mas quando os socorristas chegaram ao local do crime, a vítima já estava morta.

 

Logo após o crime, o acusado fugiu do local. Policiais militares da região e até o momento ninguém foi preso.

 

O corpo de Edimilson foi enterrado na terça-feira (15), no cemitério da cidade. O caso será investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da cidade de Rondonópolis.

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