Terça-Feira, 27 de Fevereiro de 2018, 10h:20

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Bandido que morreu em troca de tiros com policiais pode ter decapitado três em Cuiabá

Por: MAX AGUIAR/LUIS VINICIUS

A Polícia Civil está investigando a participação de Kelves Gonçalves da Silva, nos crimes de decapitação que estão sendo divulgados nas redes sociais. O criminoso, que era considerado um dos mais perigosos de Cuiabá, fazia parte da facção Comando Vermelho. Ele morreu nesta madrugada de terça-feira (27), em troca de tiros com policiais civis, que invadiram seu esconderijo, no bairro Jardim Vitória. Ele era procurado por ser o articulador do sequestro da empresária Milene Eubank e por ter atirado no rosto do policial Sidney Santos Ribeiro da Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos Automotores (Derfav), em novembro de 2017.. 

 

 

Alan Cosme/HiperNoticias

coletiva

Delegados Diogo Santana do GCCO e Marcelo Torachs da Derfva

Segundo o delegado Diogo Santana, titular da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), Kelves pode ter participado de pelo menos três decapitação. A primeira aconteceu em agosto de 2017, quando o criminoso tentava se reintegrar à facção, na qual ele tinha sido expulso ao deixar a Penitenciária Central do Estado. Para ele ser novamente do grupo criminoso, foi imposto para ele matar um policial ou um membro do Primeiro Comando da Capital (PCC).

 

Com isso, ele raptou e matou um taxista, na região do Aterro Sanitário e Cuiabá. Naquela oportunidade ele arrancou a cabeça do homem identificado como Bruno Silva. Ele filmou o ato e mandou para os líderes da facção. Que negaram ter conhecimento de que Bruno era membro de facção. Por isso aquela morte "não teria validade", mesmo sendo de forma cruel, estilo as que acontecem com grupo terrorista Estado Islâmico. 

 

Ainda segundo a Polícia Civil, não contente com aquela situação, Kelves, mesmo foragido, cometeu outros crimes. Inclusive, também estaria envolvido nas duas decapitações que aconteceram  no fim de semana passado, onde morreram um mototaxista e um homem identificado como Rubinho. Ambos estariam sendo investigados por participação na morte de uma grávida de sete meses na região da Ponte de Ferro, em Cuiabá. 

 

 

Reprodução

procurado kelves

Kelves morreu em troca de tiros com policiais civis no Jardim Vitória

Todos os crimes foram filmados e divulgados nas redes sociais. "Nós desconfiamos dele por conta do porte físico do homem que corta as cabeças e por ser o mesmo modus operandi da decapitação que ele cometeu em agosto do ano passado contra o taxista Bruno. Essa investigação ficará por conta da Delegacia de Homicídios", disse o delegado. 

 

Investigação e morte de Kelves

 

Segundo o delegado Diogo Santana, que contou com apoio do delegado Marcelo Torachs, da Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos Automotores (Derfva), o esconderijo do procurado foi invadido na madrugada, com apoio do GOE e Ciopaer. Quando os policiais chegaram, foram recebidos à balas e, para revidar a injusta agressão, os agentes também atiraram e acabaram ferindo Kelves e o dono da casa, identificado como Jean Pierre Queiroz. Eles não suportaram os ferimentos e acabaram morrendo no Pronto-Socorro de Cuiabá. 

 

Segundo os delegados, Kelves tinha extensa ficha criminal. Ele tinha mandado de prisão por homicídio qualificado, roubo a banco, latrocínio, sequestro e tráfico de drogas. 

 

Sobre o crime da dupla decapitação, em Cuiabá, os policiais ainda não localizaram os corpos. 

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