Quarta-Feira, 29 de Novembro de 2017, 15h:40

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Após 5 dias na UTI, mulher que levou paulada na cabeça tem morte confirmada

Por: LUIS VINICIUS

A vendedora Alessandra Benedita Pinto, de 39 anos, teve o óbito confirmado pelos médicos na tarde desta quarta-feira (29). Ela estava sob tratamento intensivo no Hospital São Benedito, por conta de uma agressão sofrida na madrugada de sexta-feira (24), no bairro Carumbé. Ela foi ferida na cabeça e o corte era profundo. A mulher perdeu muito sangue e, mesmo na UTI, teve morte cerebral confirmado na terça, pelos neurocirurgiões da unidade médica. 

 

Reproduçao

alessandra benedita

 

Quando foi encontrada, Alessandra estava com seus documentos e a bolsa, o que descaracteriza uma tentativa de roubo, a princípio. Os familiares chegaram a desconfiar que ela teria sido vítima de algum tipo de abuso sexual seguido de espancamento, mas isso foi descartado após exame de corpo delito realizado pelos peritos da Politec.

 

A forma que ocorreu o crime não foi confirmada, porque até esta quarta-feira (29), os policiais civis ainda não havia nenhuma pista de quem seria o autor das agressões. Por enquanto, o que os investigadores sabem é que Alessandra estava caída quando foi encontrada por uma mulher, que a resgatou e levou para a Unidade de Pronto Atendimento Medico (UPA) da Morada do Ouro. 

 

Na unidade, a mulher ligou para os familiares de Alessandra avisando da sua situação. No entanto, quando os parentes chegaram lá, Maria já tinha ido embora e Alessandra estava para ser transferida.  

 

 Por conta da perda de sangue, ela acabou desmaiando e o quadro de saúde se agravando. Logo em seguida, ela foi encaminhada até o Pronto-Socorro de Cuiabá (PSM) e depois para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital São Benedito, mas na tarde desta quarta-feira, ela não resistiu ao ferimento e morreu. A informação da morte foi confirmada pelos familiares de Alessandra.

 

"Tudo isso aconteceu na sexta. Na segunda fomos avisados que ela teve morte cerebral. Uma notícia muito ruim para todos da família, pois um dos rins dela também parou. O momento é bastante delicado. O que nos deixa menos aflito é saber que ela não foi estuprada. Não sabemos se foi um roubo ou uma agressão gratuita. Isso vai depender do trabalho da polícia", comentou o familiar que não quis se identificar.

 

Com a morte de Alessandra, o caso deixa de ser investigado pela Delegacia Especializada na Defesa da Mulher e passa ser responsabilidade da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). As investigações serão comandadas pela delegada Ana Cristina Feldner.

 

Bilhete encontrado

 

Uma fonte disse ao HiperNotícias que um bilhete com marcas de sangue foi encontrado na bolsa de Alessandra, no momento que ela foi socorrida. O informante disse que o papel também continha nome de um homem e um número de telefone.

 

Policiais do 3º Batalhão foram acionados e tiveram acesso a bolsa e ao bilhete. Os militares entraram em contato com o número que estava no papel, mas a pessoa que atendeu disse que não conhecia Alessandra. A versão, no entanto, será investigada.

 

“Eu fiquei sabendo que na bolsa da mulher havia um bilhete com o nome de uma pessoa e um número de telefone. No entanto, ainda não sabemos quem seria essa pessoa, pois me parece que os PMs entraram em contato com esse homem e ele disse que não conhecia Alessandra. Acredito que a Polícia Civil investigar o caso para saber se tem alguma relação”, disse a fonte.

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