Terça-Feira, 18 de Outubro de 2016, 15h:02

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Testemunhas afirmam que Maiana estava apaixonada por réu e recebia muitos presentes

Por: MAX AGUIAR

A consultora financeira Poliana Martins foi a segunda a ser ouvida no Tribunal do Júri do assassinato da adolescente Maiana Mariano Vilela, morta em 2011 quando tinha 16 anos.

 

Alan Cosme/HiperNotícias

julgamento maiana

 

Segundo a testemunha, Maiana se apaixonou pelo empresário Rogério da Silva Amorim e acreditava num relacionamento amoroso verdadeiro. "Ela se apaixonou de verdade. Toda mulher se apaixonava e isso não aconteceu só com ela", disse.

 

Poliana também contou que após o desaparecimento da adolescente o próprio Rogério chorou, ficou triste e até ajudou a fazer cartazes para ajudar nas buscas da adolescente, que de fato já estava morta e enterrada em uma cova rasa na região do Coxipó do Ouro, em Cuiabá.

 

Poliana confirmou que Maiana chegou a viver com Rogerio, considerado o mandante do assassinato da adolescente. A jovem respondeu à juíza Monica Aparecida Perri que a vítima não era de frequentar boates e que pelo jeito meigo de ser nunca demonstrou ser uma ameaça para o empresário Rogério.

 

"Como eu vi ela crescer, ela me contava tudo. Eu era confidente dela. Ela nunca reclamou de nada, nem que era ameaçada nem que estava sendo agredida ou qualquer coisa do tipo pelo Rogério. A única vez foi quando ela disse que estava num momento ruim do relacionamento. Mas nada grave", contou.

 

"Ela estava apaixonada por ele. Ela não falou em casamento, mas já morava junto com Rogério e falavam muito de viagem", comentou a consultora financeira.

 

Poliana ainda comentou que Maiana morou dois anos com ela e foi uma grande amiga principalmente quando Poliana engravidou. "Ela era mais nova que eu e eu a considerava uma irmã. Era uma menina de sonhos e me ajudou muito na gravidez. Eu aconselhei ela muitas vezes, mas ela por estar apaixonada não quis me ouvir", declarou Poliana.

Alan Cosme/HiperNotícias

julgamento maiana

 

"Ele conquistou ela com isso". Essa declaração de Poliana foi feita quando magistrada perguntou se Maiana recebia muitos presentes. "Era tudo que ela queria. Toda menina quer andar bem vestida, cabelo arrumado, roupa nova e ele deu até uma moto. Foi assim que ele conquistou a vida dela", contou.

 

Poliana também disse que Rogério não foi ao velório porque ele já estava preso. "Ele sempre procurava saber de informações e até chorava, mas não foi ao velório porque já estava preso", comentou a testemunha.

 

Os depoimentos devem continuar durante todo o dia durante o Tribunal do Juri no Fórum de Cuiabá. 

 

Mãe do réu 

A professora aposentada Antonia Silva Amorim, 63 anos, mãe do réu Rogerio Amorim que é acusado de mandar matar Maiana Mariano Vilela também esteve no Tribunal do Juri para explicar como foi o relacionamento de seu filho com a vítima, que foi morta por asfixia em dezembro de 2011.

 

A magistrada questionou se Maiana morava com ela na mesma casa e se eles brigavam. A professora aposentada negou qualquer tipo de briga. "A Maiana era uma menina do bem. Nunca vi eles brigando. Meu filho era separado e no mês de maio de 2011 fiquei sabendo que Maiana estava com ele e dezembro ela sumiu", contou.

 

Antônia Amorim ainda frisou que Maiana estudava muito e quando não estava na escola ficava na casa estudando. "Meu filho nunca controlou a Maiana. No dia 21, que foi o dia do crime que a polícia fala, a Maiana estava comigo em casa. Almoçamos juntos", contou.

 

A professora também contou que Rogério pediu que Maiana fosse ao banco trocar um cheque para pagar o caseiro de sua chácara. "Maiana foi de moto trocar o cheque e depois íamos a tarde pagar esse caseiro. Mas estava chovendo, entao o Luiz, funcionário do Rogério, foi lá buscar a Maiana", comentou.

 

"O Rogério pretendia se casar com ela. Quando ela foi apresentada lá em casa, o meu filho disse que estava apaixonado por ela.  Então eu apoiei e ajudei ela nos estudos", contou.

 

 

 

 

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