O ministro Humberto Martins, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou o pedido de liberdade ao deputado estadual Mauro Savi (DEM), nesta terça-feira (31).
A decisão ainda não foi publicada na íntegra e o caso ainda será analisado pela ministra Maria Thereza Moura, relatora do processo. A defesa do parlamentar, nesta quarta-feira (1), entrou com um pedido de reconsideração da decisão. Após a confirmação da pré-candidatura do parlamentar à reeleição.
Ele está detido desde o dia 9 de maio no Centro de Custódia da Capital (CCC) em decorrência da Operação Bônus, segunda fase da Bereré. Savi é acusado de participar de um esquema que teria desviado R$ 30 milhões no Departamento Estadual de Trânsito (Detran).
O deputado já coleciona uma série de negativas aos seus pedidos de soltura. Em decisão liminar, o desembargador José Zuquim, responsável por sua prisão, já havia negado um pedido de liberdade. O Pleno do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) também votou para que Savi continuasse preso.
A defesa do deputado chegou a recorrer das decisões em instâncias superiores, mas o Superior Tribunal de Justiça (STJ) também manteve a prisão do parlamentar. A Assembleia Legislativa, por outro lado, entende que cabe a ela responder pela prisão de Savi. Os deputados chegaram a votar por sua soltura, que foi barrada pelo TJ.
O parlamentar aguarda decisão de um pedido de extensão à decisão do STJ que soltou o empresário José Kobori na última sexta-feira (27).
Operação Bônus
A segunda fase da Operação Bereré foi batizada de “Bônus”. Foram expedidos, pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, seis mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão em Cuiabá, São Paulo (SP) e Brasília (DF). As ordens partiram do desembargador José Zuquim Nogueira.
A ação é resultado da análise dos documentos apreendidos na primeira fase da Bereré, dos depoimentos prestados no inquérito policial e colaborações premiadas. Tem como objetivo desmantelar organização criminosa instalada dentro do Detran para desvio de recursos públicos.
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