Sexta-Feira, 08 de Fevereiro de 2019, 11h:43

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Receita investiga Gilmar Mendes que diz ser alvo de ilações e abuso de poder

Por: LEONARDO HEITOR

A Receita Federal abriu um procedimento para apurar indícios de corrupção, lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e tráfico de influência envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e a esposa, Guiomar. Entre os dados, publicados pela revista Veja, está o de uma variação patrimonial não explicada de R$ 696.396, de acordo com um relatório de maio de 2018.

 

Alan Cosme/Hipernoticias

Gilmar mendes

 Ministro afirma que medida é "um abuso"

A declaração seria relativa a 2015 e, de acordo com a revista, o relatório sobre Guiomar concluiria “indícios de lavagem de dinheiro”. A publicação ressalta que a movimentação financeira do casal é considerada alta. Apenas em 2016, Gilmar e a esposa tiveram apontados pela Receita Federal um fluxo bancário de R$ 17,3 milhões.

 

“Ainda dominada por profunda perplexidade e indignação, tenho a lhe dizer que minha atuação profissional sempre se pautou pelo respeito às instituições e àqueles que as integram e pela observância aos valores éticos e morais inerentes ao exercício da advocacia. Não bastassem as minhas palavras, coloco à disposição as Reuniões de Contas do escritório que me dizem respeito, com a devida relação dos processos em que atuei e respectivos valores recebidos, bem como movimentação bancária e declarações de rendimentos apresentadas junto à Receita Federal com discriminação detalhada de bens e valores absolutamente compatíveis com os ganhos que obtive”, afirmou Guiomar, à Veja.

 

Gilmar Mendes, de acordo com a publicação, teria entrado com uma petição na Procuradoria Geral da República (PGR) e na própria Receita Federal, alegando que teria sido cometido “abuso de poder” por parte de agentes públicos, ao que ele chama de “fins escusos”. Ele conclui, afirmando ser alvo de ilações.

 

“O que causa enorme estranhamento e merece pronto repúdio é o abuso de poder por agentes públicos para fins escusos, concretizado por meio de uma estratégia deliberada de ataque reputacional a alvos pré-determinados […} Tal estratégia revela-se clara no presente caso, em que ilações desprovidas de qualquer substrato fático são feitas não apenas em relação a minha pessoa, mas em relação a todo o Poder Judiciário nacional”, disse o ministro à publicação.

 

O Hipernotícias entrou em contato com o gabinete do ministro, mas até a publicação da matéria não houve resposta.

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