Quinta-Feira, 20 de Abril de 2017, 11h:54

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Provas só serão entregues por Silval após assinatura do termo de delação premiada

Por: PABLO RODRIGO

Um dos objetivos do termo de colaboração premiada que o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) vem buscando junto ao Ministério Público Estadual e Federal (MPE-MPF) no âmbito da Operação Sodoma, é reverter a sua prisão preventiva por prisão domiciliar.

 

Alan Cosme/Hipernoticias

silval barbosa

 O ex-governador Silval Barbosa (PMDB) durante depoimento da CPI da Copa na ALMT

Os longos depoimentos onde o ex-chefe do Palácio Paiaguás vem detalhando o que já se sabe por conta das cinco fases da Operação Sodoma que apura desvios de recursos do erário por meio de cobrança de propina de empresários em troca de incentivos fiscais e fraudes em licitações e sobre a Operação Seven, na qual é investigada a compra em duplicidade de uma área rural na região no Lago do Manso, por R$ 7 milhões, estão embasado com provas através de documentos, áudios em mensagens, que deverão ser entregues aos promotores assim que se confirmar a assinatura do termo de colaboração.

 

Nesta fase dos depoimentos, Silval vem apresentando as provas que possuem apenas para embasar os seus depoimentos. Tanto o MPF, quanto o MPE só deverão receber oficialmente as provas, após a assinatura de termo de delação.

 

Silval Barbosa busca conseguir os mesmos benefícios que outros investigados e delatores da Operação Lava Jato conseguiram. O doleiro Alberto Youssef, conseguiu o benefício da prisão domiciliar após dois anos e sete meses de prisão preventiva. 

 

Assim como Alberto Youssef na Lava Jato, Silval Barbosa é considerado peça central das investigações das Operações Sodoma e Seven. 

 

Os depoimentos estão sendo coletados pela a promotora de justiça Ana Cristina Bardusco Silva, que atualmente coordena o Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (CIRA) no Estado e que foi responsável pelas informações que culminaram da deflagração da Sodoma em 2015. 

 

Outras investigações

 

Durante os depoimentos junto ao MPF e MPE, também foram revelados outros episódios nada republicanos, durante o període que Silval era vice-governador e governador do Estado (2007-2014). A relação entre o Executivo e o Legislativo, obras da Copa, programas federais e pagamento de empreiteiras também foram citados.

 

Caberá ao Ministério Público Estadual e Federal cruzar as informações para que inquéritos sejam abertos, já que muitos agentes públicos com foro privilegiado estão sendo envolvidos. 

 

Silval Barbosa está preso desde setembro de 2015, quando foi deflagrada a operação Sodoma, que atualmente já está em sua quinta fase. 

A defesa do ex-governador Silval Barbosa vem negando publicamente os depoimentos e a intenção de se firmar um acordo delação premiada junto ao MPE e MPF. 

 

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