Sexta-Feira, 28 de Outubro de 2016, 14h:12

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Promotor demonstra comportamento agressivo e chama advogado de burro

Por: MAX AGUIAR

Um julgamento, que estava sendo realizado no Tribunal do Júri de Cuiabá na tarde de quinta-feira (27), teve que ser interrompido após o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins chamar o advogado Luciano Neves de burro e analfabeto e não deixá-lo proferir a defesa oral de um homem acusado de homicídio no ano de 2009, em Cuiabá.

 

Assessoria / TJMT

promotor vinicius gahyva - julgamento joao arcanjo

Promotor Vinicius Gahyva chegou a ser afastado do caso

Segundo a ata do julgamento assinada pela magistrada Mônica Catarina Perri, titular da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, o promotor já vem apresentando um comportamento agressivo contra advogados que fazem a defesa dos réus há algum tempo e, em função desses atos, seria necessário que ele fosse afastado, principalmente, desse caso que o envolveu com o advogado Luciano Neves.

 

Segundo a juíza, Gahyva interrompeu o advogado com 10 minutos de fala da defesa causando tumulto e, por conta disso, a sessão teve que ser interrompida. Mesmo após a pausa, o promotor voltou a agredir verbalmente o advogado, chamando de palhaço e analfabeto. Em seguida, o representante do Ministério Público “apontou dedo para o advogado de maneira riste, apresentando afrontas que foram gravadas em áudio do debate do Tribunal do Júri”.

 

Após a discussão, o advogado Luciano pediu à magistrada que o Conselho de Sentença fosse destituído e o júri remarcado.

 

A juíza descreveu as atitudes de Gahyva: “O senhor promotor vem atuando, há algum tempo, com excessos nesse júri e mesmo quando é advertido pela magistrada para ser mais comedido, não acata”.

 

Alan Cosme/HiperNoticias

caso maiana

Magistrada Monica Perri designou o julgamento para outra data e com outro promotor

“Portanto a atitude do advogado do réu em dissolver o Conselho de Sentença, justifica-se pelo prejuízo causado à defesa por conta da conduta do agente de acusação, ferindo os princípios da plena defesa, eu decido por dissolver o júri e remarcar a data de uma nova audiência de julgamento em 8 de novembro com a presença de um novo promotor”, decidiu a juíza.

 

A ata não foi assinada por Gahyva principalmente porque, segundo o promotor, o advogado Luciano Neves teria ameaçado deixar o júri e permaneceu no local. O promotor ainda acusa do advogado de chamá-lo de palhaço.

 

Neves deixou consignado em ata que irá procurar a Corregedoria do Ministério Público e o Conselho Nacional de Justiça para que avalie a conduta do jurista perante os advogados que vão fazer Tribunal do Júri com ele, tendo em vista que a reclamação é de vários advogados. "Eu também devo protocolar uma ação na OAB, pois a falta de respeito desse cidadão é tamanha com quem está trabalhando no Fórum de Cuiabá", comentou o advogado do réu.  

 

 

Max Aguiar - HiperNoticias

Advogado Luciano Neves Chapada

Advogado Luciano Neves pretende formular uma denúncia contra o promotor na OAB-MT

A briga entre os representantes da justiça demorou por quase uma hora entre intervalos, acusações e defesa. Porém, a magistrada designou o júri para outra data e o réu do crime de homicídio, identificado como Jonas Alves da Guia, permanecerá preso até o resultado final do Conselho de Sentença.

 

 

O crime

 

Jonas é acusado de matar o vendedor Jorge Tomaz Coelho, de 47 anos, com várias tijoladas e pedradas na cabeça em maio de 2009. O caso foi registrado por volta das 04h da manhã no bairro Jardim Vitória. 

  

Jonas ficou foragido e foi morar em Chapada dos Guimarães (distante 65km de Cuiabá). A princípio, o crime seria um acerto de contas. 

Credito: Reprodução
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3 Comentários

NEYMAN - 30/10/2016

To até babando pra fazer um juri com esse promotor, rsss Vem Dr. Gayva com essas palhaçadas pra cima de mim rssss Aqui bateu levou....

NEYMAN - 30/10/2016

To até babando pra fazer um juri com esse promotor, rsss

joaoderondonopolis - 28/10/2016

Uai! ainda existe júri em MT? Acho que com a decisão do Desembargador no caso Maiana, passou a borracha em júri, pois um condenado a 20 anos em regime fechado, ficou 5 dias preso foi pra casa por intermédio de "Habeas Corpus" deferido pelo Desembargador.

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