Quinta-Feira, 07 de Dezembro de 2017, 15h:45

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Promotor chama pastor acusado de estupro de "perigoso" e pede nova prisão

Por: JESSICA BACHEGA

O promotor de Justiça, Marcos Regenold Fernandes, requereu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que o pastor da Assembleia de Deus, Paulo Roberto, seja preso novamente. O líder religioso foi detido em flagrante, esse ano, por, praticar atos libidinosos com crianças, em troca de dinheiro e outras regalias. O pedido de Regenold visa assegurar a ordem pública e a tramitação processual.

 

Mayke Toscano/HiperNotícias

pastor Paulo Roberto

Pastor Paulo Roberto Alves foi candidato a vice-prefeito de Cuiabá

Segundo o recurso encaminhado ao STJ, existem elementos suficietes que comprovam que Paulo Roberto estaria praticando estupro de vulnerável e favorecimento à prostituição ou exploração sexual.

 

O promotor pontua que medidas cautelares alternativas a prisão não são suficientes, considerando a gravidade do crime, do qual é acusado e a periculosidade do réu. Reginold cita ainda a possibilidade reiteração no crime.

 

Apontado os fatores que sustentam o pedido, o representante do MPE requer que a decisão do Tribunal de Justiça (TJMT), que soltou o acusado, seja reformada e mantida a determinação de primeiro grau que decretou a prisão do pastor.

 

"Haja vista, apontada a gravidade concreta do delito perpetrado e periculosidade do paciente. Pois, há provas suficientes, de que o senhor Paulo Roberto Alves estaria praticando crimes de estupro de vulnerável e adolescente. É dever do Estado, no caso, o Poder Judiciário, intervir nessa realidade", escreveu o promotor. 

 

Prisão do pastor

 

O líder religioso foi preso em abril deste ano, acusado de abusar sexualmente de duas meninas de 11 e 16 anos. Ele teria pago R$ 50 para a menina de 11 anos e R$ 100 para a de 16, que teria assistido ao crime, dentro de sua casa, no bairro Jardim Itália.

 

Após decisão do TJMT, Paulo Roberto deixou o Centro de Custódia da Capital (CCC) em outubro deste ano.

 

 O pedido ainda aguarda análise do STJ.

 

A acusação

 

Ele foi visto pelos policiais deixando as garotas na Avenida das Torres, em um ponto de ônibus. Ao perceber a polícia, ele arrancou a caminhonete Hilux e fugiu, no entanto, os policiais anotaram a placa do veículo. 

 

Após ser preso, a esposa dele anunciou “publicamente” o divórcio. Segundo Paulo Roberto, agora que está solto, vai “ter o prazer de confirmar: Agora eu dou entrada no divórcio. Eu sai tem dois meses e a senhora Yasmin não me procurou ainda, mas glória a Deus. Oremos por ela, Deus vai dar uma grande vitória para ela e para mim também”, declarou. 

 

Na época da prisão, ele acusou a Igreja Assembleia de Deus de armar um escândalo, em retaliação por ele ter sido expulso em 2012 da Igreja. Ele ainda disse ser perseguido por ter o “dom dado por Deus”. Em 2012, Paulo Roberto disputou as eleições para vice-prefeito de Cuiabá na chapa encabeçada por Carlos Brito.

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