Quarta-Feira, 13 de Setembro de 2017, 14h:41

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MPE: "não há indícios para investigar o governador Pedro Taques na Operação Rêmora"

Por: JESSICA BACHEGA

O Ministério Público Estadual (MPE) afirma que não há indícios suficientes para investigar o governador Pedro Taques (PSDB), no âmbito da Operação Rêmora. A investigação apura desvios de recursos por pagamento de propina de empresas que tinham contrato com o Estado para reforma e construção de escolas.

 

Alan Cosme/HiperNotícias

Alan Malouf

 Alan Malouf afirma que dinheiro era para despesas de campanha

O parecer contrário a investigação está reunido no pedido de suspeição requerido pela defesa do empresário Alan Malouf. O parecer é assinado pelos promotores Rodrigo de Araújo Braga, Samuel Frungilo, Carlos Roberto Zarour e César Danilo Ribeiro todos membros do Grupo Especial de Combate Crime Organizado (Gaeco) que conduz as investigações.

 

No pedido de afastamento, a defesa do empresário afirma que se o governador for investigado, a ação deve tramitar no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

 

No parecer, os promotores alegam que não há indícios da participação direta de Taques na organização criminosa investigada. Apenas existe a citação feita por Alan Maluf durante interrogatório. 

 

O empresário contou em seu interrogatório que trabalhou na campanha do governador e que o dinheiro angariado com a propina paga pelas empreiteiras era direcionado para pagamento de despesas da campanha eleitoral.

 

Alan Malouf também diz que quando foi deflagrada a Operação Rêmora, ele teria se reunido em duas ocasiões com o governador na sede do Palácio Paiaguás, juntamente com o ex-chefe da Casa Civil, Paulo Taques. 

 

O empresário teria dito a eles que o esquema estaria sendo descoberto e que o tucano respondeu que "daria um jeito de resolver".

 

Rêmora 

A operação Rêmora foi deflagrada em maio de 2016 pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) que descortinou um esquema na Secretária de Educação do Estado de Mato Grosso. Por meio de informações sigilosas acerca de licitações, servidores beneficiavam um grupo específico de empresários em obras da pasta – que por sua vez repassavam propina aos agentes públicos.

 

O grupo investigado pelo MPE era dividido entre de agentes públicos, de operações e de empresários. Em maio foram presos os servidores Fábio Frigeri, Wander Reis e Moises da Silva. Este dois últimos já foram liberados e estão sob monitoramento, além de Guizardi.

 

Em 20 de julho de 2016 foi deflagrada a segunda etapa da operação, chamada Locus Delict, na qual foi preso o ex-secretário Permínio Pinto. Ele é acusado de ser o líder da organização criminosa e está preso no Centro de Custódia da Capital (CCC), desde então.

 

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