Terça-Feira, 20 de Junho de 2017, 11h:55

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Juíza diz que acusados tinham como "hábito" crimes contra administração pública

Por: JESSICA BACHEGA

A juíza Selma Arruda, titular da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, afirma em sua decisão que determina a prisão de 11 pessoas na Operação Convescote, desarticulada nesta terça-feira (20) pelo Gaeco, que o bando tem como hábito o desvio de recursos públicos.

 

A Operação investiga o desvio de mais de R$ 50 milhões dos cofres da Assembleia Legislativa (AL) e do Tribunal de Contas do Estado (TCE) por meio de convênio com a Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat) e a Fundação de Apoio ao Ensino Superior Público Estadual (Faespe).

 

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 Juíza Selma Arruda

Na decisão que determinou a prisão da servidora do Tribunal de Contas (TCE) Karinny Emanuelle Campos Muzzi de Oliveira, esposa do ex-vereador Paulinho Brother, a magistrada afirma que a maioria dos envolvidos tem como atividade principal “a prática de crimes contra a administração pública. Não se tratando de crimes praticados eventualmente, mas sim, ao que tudo indica, de crimes praticados reiteradamente, com habitualidade”, diz trecho da decisão que tramita em segredo de Justiça.

 

Conforme o advogado, Carlos Frederich, que defende Karinny, ainda não há informações sobre as acusações imputadas à ela e que irá se inteirar da ação para que defina a estratégia de defesa e se manifeste sobre o caso.

 

“Tudo vai se descortinar a partir de agora e a tese de defesa começa a ser explorada”, declarou o advogado.

 

O jurista defende também o ex-vereador que foi preso por porte ilegal de armas, durante a busca e apreensão em sua residência. 

 

Alan Cosme - HiperNotícias

gaeco

 

Operação Convescote

 

A Operação investiga desvios de recursos da Assembleia Legislativa (AL) e do Tribunal de Contas (TCE) por meio na contratação de “consultorias fantasmas”. Os esquemas, de acordo com o MPE, teriam ocorrido entre 2015 e 2016, quando a Mesa Diretora era comandada pelo deputado Guilherme Maluf (PSDB). 

 

A ação apura um convênio feito com a Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat) e a Fundação de Apoio ao Ensino Superior Público Estadual (Faespe), que receberiam cerca de R$20 milhões para auxiliar comissões do legislativo.

 

Além do crime de constituição de organização criminosa, também há indicativos da prática de peculato, lavagem de capitais e corrupção ativa. Entre os alvos dos mandados de prisão estão servidores do Tribunal de Contas e do Poder Judiciário, funcionários da FAESP e empresários.

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