Terça-Feira, 05 de Setembro de 2017, 14h:30

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Juíza condena farmacêutica que levava celulares para presos do CV na PCE

Por: JESSICA BACHEGA

A servidora estadual Letícia Palú foi condenada a seis anos e dois meses de prisão por tentar entrar com celulares na Penitenciária Central do Estado (PCE), em dezembro passado. Os aparelhos seriam entregues a membros do Comando Vermelho (CV). Além da pena, que deverá ser cumprida em liberdade, a ré também foi condenada a perda do cargo.

 

Reprodução

leticia farmaceutica celulares

 A servidora foi presa tantento levar celulares para detentos

De acordo com a decisão da juíza Selma Arruda, titular da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, a conduta da ré, que é farmacêutica na PCE, é reprovável, pois sua função como farmacêutica era a de auxiliar na preservação da saúde, mas foi usada para favorecer a prática de crimes movida por ganância. 

 

“Quem lida com organizações criminosas sabe muito bem que um celular, de posse de uma organização criminosa dentro de uma Instituição Penitenciária, é muito mais mortal e nocivo que uma arma, pois os detentos se utilizam de tais aparelhos para a prática de novos crimes, bem como para manterem contato com os demais membros soltos ou custodiados em outras unidades prisionais”, diz a juíza na ação.

 

Considerando os bons antecedentes da ré, a magistrada determinou que a pena seja cumprida em liberdade e prestação de serviço comunitário em instituições a serem definidas. 

 

Além da Letícia, também foi condenada Ludmilla Paula Matheus de Castro, que entregou os celulares à servidora. Sua pena foi de três anos e seis meses de reclusão a serem cumpridos no regime semiaberto. A mulher tem várias passagens criminais.   

 

O membro do CV, Fernando dos Santos Penha, foi condenado à mesma pena que Ludmilla. Ele está preso na PCE e receberia os celulares levados por Letícia à unidade. 

 

O preso Aldemir de Assis Campos, também integrante da facção criminosa, foi condenado a seis anos e oito meses de reclusão, a serem cumpridos em regime semiaberto. Segundo a investigação, “o acusado repassava os celulares para membros da organização criminosa denominada Comando Vermelho, os quais se utilizam dos aparelhos para a prática de novos crimes e para se comunicarem com os demais membros da facção soltos ou custodiados em outras unidades prisionais, muitas vezes para fins de ordenar ataques contra membros de organizações criminosas rivais ou contra pessoas de bem e instituições públicas ou privadas”.

 

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