Quinta-Feira, 08 de Novembro de 2018, 11h:26

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Juiz homologa delação de ex-secretário da Sinfra

Por: LEONARDO HEITOR

O Juízo da Sétima Vara Federal inicia nesta quinta-feira (8) as audiências relativas à Operação Sodoma 5, que investiga um suposto esquema de fraudes à licitação, desvio de dinheiro público, além de pagamentos de propinas pelas empresas Marmeleiro Auto Posto e Saga Comércio Serviço Tecnológico e Informática, entre 2011 e 2014.

 

Alan Cosme/HiperNoticias

defaz/operação  sodoma

 

Um dos envolvidos, o ex-secretário adjunto de Transportes e Pavimentação Urbana (Setpu), Valdísio Juliano Viriato, teve seu acordo de colaboração premiada feito junto ao Ministério Público Estadual (MPE), homologado pelo juiz Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, no dia 30 de outubro.

 

Ele irá depor apenas em dezembro, após a realização de todas as audiências. Viriato iria prestar esclarecimentos através de cartas precatórias, mas optou por falar pessoalmente em juízo. O ex-secretário confessou ter participado do esquema de fraudes em agosto de 2017, durante depoimento na Delegacia Fazendária (Defaz).

 

O esquema teria desviado cerca de R$ 8,1 milhões. As empresas, em tese, seriam favorecidas em contratos com o Estado, através de licitações fraudadas. Os valores pagos eram oriundos de superfaturamentos nas obras. No total, os repasses feitos pelas duas empresas chegou a R$ 300 milhões, segundo a Justiça.

 

Serão ouvidos na audiência de hoje Wilson Luiz Pereira Soares, José Roberto Pacheco, Afonso Gleidson Teixeira, o ex-chefe da Casa Civil, Pedro Nadaf, Fabio Rodrigues de Carvalho Alves Costa, Valter Facheti Torres e o empresário Paulo Cesar Lemes. 

 

Deflagrada em setembro de 2015, a Operação Sodoma está em sua quinta fase e conta com mais de 20 réus, entre eles empresários, ex-secretários de Estado e o próprio ex-governador Silval Barbosa (PMDB) acusado de ser o líder da organização. No decorrer três anos, desde a primeira Operação, dez termos de delação premiada foram firmados por empresários e ex-secretários junto ao Ministério Público.

 

De acordo com o MPE, a organização atuava promovendo desvios de dinheiro público, cobrando propina de empresários em troca de incentivos ficais, manutenção de contratos com o Estado e superfaturamento de valores pagos por desapropriação de área.

 

A Operação Sodoma foi desencadeada após os delatores do esquema, os empresários Júlio Minori, dono da Webtech, Willians Paulo Mischur, proprietário da Consignum e João Batista Rosa, dono do Tractor Parts, confirmarem ao Ministério Público Estadual (MPE) e à Justiça o pagamento de valores para a organização.

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