Segunda-Feira, 22 de Janeiro de 2018, 15h:51

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Juiz acolhe pedido do MPE e acusado de matar mãe e filha a marteladas vai a júri

Por: JESSICA BACHEGA

O juiz Jamilson Haddad Campos, da Primeira Vara  Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Cuiabá, acolheu o pedido do Ministério Público Estadual (MPE para que o réu Jhony Marcondes seja submetido a júri popular. Ele confessou que matou a companheira,  Adriana Aparecida de Siqueira, e a enteada Andressa Maria Vilharga de Siqueira Santos, na casa em que viviam no bairro CPA II, na Capital. O crime ocorreu em agosto do ano passado.

 

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 Adriana e Vanessa foram mortas na casa em que moravam

A decisão do juiz foi divulgada no dia 16 de janeiro e determina também que o réu permaneça preso no Centro de Ressocialização da Capital (CRC) para garantir a tramitação processual. A data para o julgamento de Jhony ainda não foi marcado.

 

De acordo com a denúncia do MPE, o acusado matou a vítima com várias marteladas na cabeça. Ele teria descoberto que a companheira havia conhecido outro homem enquanto o casal havia rompido e mantinha conversas com o rapaz.

 

Possuído pelo ciúme, Jhony atacou a companheira, que não teve chance de defesa e morreu no local devido ao grande número de golpes sofridos. A fim de evitar que fosse denunciado, o homem também matou a enteada, que dormi no quarto ao lado. 

 

“Extrai-se também, que ambos os crimes foram cometidos no âmbito da violência doméstica, contra mulher, pela razão da condição das vítimas serem do sexo feminino”, diz trecho da denúncia.

 

Após os crimes, o réu foi até a casa de um amigo pedir dinheiro emprestado para fugir e confessou que tinha “torrado a gordinha”. O tal amigo, então, comunicou o fato à irmã da vítima que foi até a casa e encontrou os corpos.

 

“Ele falou que ela tava traindo ele, ele pegou no celular uma conversa dela com um rapaz, aí foi falar com ela, tomar satisfação com ela e ela bateu nele com uma bengala, ela andava com uma muleta, uma bengala, ela bateu nele e o martelo estava perto, ele acertou ela”, consta do depoimento de uma das testemunhas ouvidas pelo juízo. 

 

O acusado foi preso no dia seguinte ao crime, por populares que o amarraram e entregaram à Polícia Militar. Ele é usuário de drogas e conta com diversas passagens criminais.

 

Ele responde por duplo feminicídio com as agravantes de motivo fútil, meio que dificultou a defesa da vítima, meio cruel e assegurar a impunidade de outro crime.

 

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