Terça-Feira, 21 de Fevereiro de 2017, 10h:39

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Homem que matou casal e menina de cinco anos pega 30 anos de prisão

Por: REDAÇÃO

O homem acusado pela chacina que deixou três pessoas de uma mesma família mortas a tiros em uma residência na comunidade 120, zona rural de Poconé, na noite de 07 de novembro de 2015, foi condenado pelo Tribunal do Júri na noite desta segunda-feira (20).

 

PMMT

ASSASSINATO

 

Arnaldo Henrique de Souza de 39 anos pegou a pena de 29 anos e 4 meses de prisão no regime fechado. O julgamento começou às 13h e a sentença do juiz Luiz Antonio Cunha foi proferida no fim da noite. Foram quase 11 horas de júri.

 

 

O autor do triplo homicídio teve o mandado de prisão temporária cumprido, em Dezembro de 2015, em ação da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), Delegacia da Polícia Civil de Poconé, Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), com apoio das Delegacias Regionais de Cuiabá e Várzea Grande.

 

O acusado foi preso na comunidade 120, na zona rural de Poconé, onde trabalhava e tinha uma fazenda de criação de gado. Na propriedade do suspeito, foram apreendidas três armas de fogo, sendo uma carabina, calibre 22, um revólver, calibre 38, e uma espingarda modificada para calibre 22, que possivelmente foram utilizadas no crime.

 

Em interrogatório, o acusado confessou o crime e disse que era amigo de longa data, da vítima, Paulo César de Moraes Filho. Segundo Arnaldo, Paulo César era líder de uma quadrilha que furtava gado e fazendas da região, e chegou a seu conhecimento de ele furtaria a fazenda do pai dele, além das propriedades “Tio Sam” e “Do Goianinho” e em razão disse decidiu executar a vítima, antes que ele praticasse o crime em sua propriedade.

 

No dia do triplo homicídio, o acusado foi até a casa de Paulo César, com duas armas de fogo, um revólver calibre 38 e uma espingarda semiautomática calibre 22. Ao chegar a residências das vítimas, Arnaldo chamou por Paulo César e utilizou o revólver para executar o amigo assim que ele abriu a porta.

 

O suspeito entrou na residência para verificar se tinha mais alguém no local, e percebeu que a mulher de Paulo César, estava tentando se esconder embaixo da cama. Antes de ser executada, Roseiman, falou o nome de Arnaldo, mostrando que havia o reconhecido, razão pela qual o suspeito decidiu executá-la.

 

Segundo o acusado, ele não sabia que a filha do casal de 5 anos estava escondida embaixo da cama com a mãe, vindo a saber da morte da menina, na manhã seguinte, pelos comentários de moradores da região. Antes de deixar a casa, Arnaldo ainda efetuou um disparo com a espingarda calibre 22, na cabeça de Paulo César.

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