Quarta-Feira, 14 de Março de 2018, 11h:30

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Governador diz que é investigado pelo STJ e pede para não ser ouvido

Por: REDAÇÃO

Arrolado como testemunha na ação penal decorrente da grampolândia pantaneira, o governador Pedro Taques (PSDB) pediu ao juiz da 11ª Vara de Justiça Militar, Murilo Moura Mesquita, para ser dispensado da oitiva. As declarações do tucano foram pedidas pela defesa do cabo Gerson Luiz Corrêa Júnior, um dos cinco réus da ação penal.

 

Alan Cosme/HiperNoticias

pedro taques/gazeta agro

 

Entre as hipóteses para embasar o pedido, recebido pelo magistrado nesta terça-feira (13), é o fato de que existe, em trâmite no Superior Tribunal de Justiça (STJ), uma investigação que trata dos mesmos fatos julgados na ação penal. Este foi o motivo alegado pelo ex-secretário Paulo Taques para conseguir sua dispensa.

 

A defesa de Gerson, patrocinada pelos advogados Neyman Monteiro e Thiago Abreu, reconhece que os argumentos usados por Taques são válidos, mas ainda avaliará qual procedimento tomar por conta do pedido. “Estamos avaliando a situação para nos posicionarmos, mas lamentamos não termos a oportunidade de fazer alguns questionamentos”, pontuou Monteiro.

 

Um dia antes do recebimento do pedido de Taques, Mesquita havia determinado a expedição de um novo ofício para que fosse marcado o depoimento do político. Como governador, o tucano conta com a prerrogativa de marcar data, hora e local onde quer ser ouvido. No próximo dia 16, deverão ser ouvidos os delegados Alana Cardoso e Fernando Vasco Spinelli, além do investigador Rafael Meneguine, todos na condição de testemunhas do caso.

 

A ação apura a existência de um esquema de escutas telefônicas clandestinas, usando investigações lícitas para incluir os números dos telefones dos alvos nos pedidos judiciais. A prática é conhecida como “barriga de aluguel” e o esquema foi revelado em maio do ano passado.

 

No processo, juntamente com o cabo, são réus os coronéis Zaqueu Barbosa, Evandro Alexandre Ferraz Lesco e Ronelson Jorge de Barros, além do tenente-coronel Januário Antônio Batista.  Apenas Gerson segue preso.

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