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Quinta-Feira, 29 de Dezembro de 2016, 16h:37

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Empresário não consegue pagar fiança e fica preso

Por: JESSICA BACHEGA

Com fiança arbitrada em R$ 6 milhões ainda no mês de novembro, o acusado Walter Dias Magalhães, segue preso no Centro de Ressocialização da Capital (CRC), por não conseguir pagar o valor. O imóvel oferecido pelo réu para pagar a fiança não foi aceito pela Justiça, que encontrou irregularidades na documentação da área. A decisão é do desembargador do Tribunal de Justiça, Orlando Perri.

 

Alan Cosme/HiperNoticias

grupo soy

 

Walter Dias foi preso na Operação Castelo de Areia, no dia 27 de agosto, acusado de ser um dos líderes da quadrilha que aplicava golpes no Estado oferecendo falsos empréstimos. O grupo criminoso era composto também pelo ex-vereador João Emanuel, preso no Centro de Custódia da Capital (CCC).

 

De acordo com a decisão, o imóvel de mil hectares, denominado Santa Fé, localizado na cidade de Jaciara não estava em nome de Walter, mas de Denisson Seabra, conhecido do acusado.

 

No entanto, o proprietário assinou procuração para que Admilson Basílio Silva gerisse a área e este ofereceu as mesmas para hipoteca da fiança. Porém, a referida procuração não atende aos requisitos exigidos para que seja disponibilizada à justiça.

 

De forma que a escritura da mesma foi considerada nula pelo desembargador que indeferiu o oferecimento da terra como pagamento da fiança. O magistrado orienta a defesa do acusado que sane as irregularidades da documentação do imóvel para que este seja aceito como fiança.

 

Castelo de Areia 

A Operação Castelo de Areia investiga organização que aplicava golpes oferecendo falsos empréstimos por meio de uma empresa de fachada, identificada Grupo SOY.

 

O ex-vereador João Emanuel é acusado de ser um dos mentores do esquema.

 

Além do presidente do grupo, foram presos o ex-vereador João Emanuel, a esposa de Walter, Shirlei Aparecida Matsuoka, Evandro Goulart e Marcelo de Melo Costa. Também foi conduzido coercivamente o irmão de João Emanuel, Lázaro Moreira de Lima, e indiciado o pai de João e Lázaro, o juiz aposentado Irenio Fernandes de Lima.

 

De acordo com o MPE, o grupo inicialmente captava pessoas que tinham interesse em obter empréstimos com juros menores ou de investir em empreendimentos imobiliários. Em seguida, acertavam o valor do suposto empréstimo ou do investimento, que eram de valores altos. A partir daí firmavam pré-contratos do suposto empréstimo/investimento. Depois solicitavam determinada quantia proporcionais ao valor do suposto empréstimo como garantia.

 

Segundo eles, era necessária para a concretização do empréstimo/investimento; após receber os valores repassados pelas vítimas começavam a dar “desculpas”, não empregavam os valores conforme prometido e não devolviam as quantias pagas pelas vítimas. 

 

 

 

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