Terça-Feira, 06 de Março de 2018, 10h:20

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Defesa de cabo Gerson Correa convoca Tatiane Sangali para depor em ação dos grampos

Por: JESSICA BACHEGA

Os advogados Neyman Monteiro e Thiago Abreu, que patrocinam a defesa do cabo da Polícia Militar, Gerson Correa, desistiram das oitivas do ex-chefe da Casa Civil, Paulo Taques e da delegada da Polícia Civil, Ana Cristina Feldner. Em contrapartida, requereram o interrogatório de Tatiana Sangali, alvo de escutas e suposta amante do ex-executivo. Os requerimentos foram homologados pelo juiz Murilo Mesquita, da Décima Primeira Vara Criminal de Justiça Militar, no dia 2 de fevereiro.

 

"Homologo a desistência de oitiva da testemunha Ana Cristina Feldner e defiro a substituição das testemunhas Paulo Zamar Taques e Marco Aurélio de Castro, pelas testemunhas Tatiane Sangali e Rafael Meneguine, saindo a defesa do réu Gerson intimada para, no prazo de 48 horas, apontar o endereço completo da testemunha Tatiane Sangali, já que adiantou nesta sessão que ela reside em outra Comarca", diz trecho da decisão.

 

Alan Cosme/HiperNoticias

cabo gerson

 Cabo Gerson

A audiência, na qual ouvirá as testemunhas arrolados pelos advogados do acusado, ocorrerá na sexta-feira (9) as 08h30.

 

Além das testemunhas de Gerson, também estão convocadas para audiência de sexta os delegados da Polícia Civil Flávio Stringueta, Alana Derlene Cardoso e Alessandra Saturnino de Souza Cozzolino. Estão convocados o coronel da Polícia Militar Antônio Ribeiro Leite, o promotor de Justiça e ex-secretário de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso Fabio Galindo Silvestre, Yara Ysanne Gonçalves, o presidente da Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Cuiabá (Arsec) Alexandre Bustamante e o ex-secretário de Segurança Pública Rogers Jarbas, que cumpre regime semiaberto devido a investigação das escutas ilegais.

 

Cabo Gerson é o único militar investigado no esquema de escutas ilegais que continua preso. Ele é acusado de executar as interceptações clandestinas do qual foram alvos dezenas de pessoas no estado, inclusive Tatiane Sangali, citada como “objeto” das escutas supostamente ordenados por Paulo Taques.

 

Convocados para depor, o governador Pedro Taques e o promotor de Justiça, Marcos Bulhões ainda não informaram ao juízo sobre as datas escolhidas para seus depoimentos. 

 

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