Quinta-Feira, 14 de Junho de 2018, 18h:10

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Balanço aponta que foi desviado R$ 1,47 bilhão por meio de esquemas criminosos em MT

Por: LUIS VINÍCIUS

Agentes da Receita Federal, Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal, divulgaram nesta quinta-feira (14), em Cuiabá,o balanço da Operação Ararath, que contabiliza 15 fases.em Mato Grosso e em outros três estados. Ao todo, foi contabilizado o desvio de R$ 1,47 bilhão do erário.

 

Alan Cosme/HiperNoticias

coletiva da balanço da ararath

 

Do valor total, R$ 440 milhões já foram confessados por aqueles que são investigados pela ação da Polícia Federal. MPE o Ministério Público Federal ingressará com representações para garantir o ressarcimento do restante do valor.

 

“Em todos esses anos, nunca se conseguiu resultados tão expressivos em uma unidade da federação como aqui. Chegamos até as últimas consequências. Havia suspeita de muitas coisas, mas nós conseguimos provar tudo com um trabalho árduo”, frisou o superintendente da Polícia Federal em Mato Grosso, Aderson Vieira Leite.

 

O Ministério Públicou informou que por meio de 252 procedimentos fiscais instaurados, foi descoberta uma organização criminosa que se valeu do sistema financeiro paralelo para movimentar cifras milionárias para fins diversos, incluindo corrupção de servidores públicos e financiamento ilegal de campanhas eleitorais. Além da prática de diversos crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.

 

A primeira fase foi deflagrada no ano de 2013, após ser descoberto um esquema de lavagem de R$ 500 milhões através de empresas de factoring e combustíveis comandadas pelo empresário Gércio Marcelino Mendonça Júnior, "Júnior Mendonça". A partir das investigações, a PF descobriu uma série de fatos que abalaram as estruturas dos órgãos públicos de Mato Grosso.

 

De lá para cá, foram desencadeadas 15 fases, 275 mandados de busca e apreensão, 38 ações penais, 252 procedimentos. Toda a investigação contou com a colaboração de depoimentos de 17 delatores. Entre os principais investigados estão o ex-secretário Éder Moraes, o ex-presidente da Assembleia Legislativa José Riva (sem partido), o ex-governador Silval Barbosa (sem partido) e e o ministro Blairo Maggi (PP).

 

O termo “Ararath” foi escolhido pelos agentes por ser o nome de um monte na Turquia onde, supostamente, foi encontrada a Arca de Noé. Isso porque o esquema investigado atualmente em muito se assemelha ao descoberto com a deflagração da operação Arca de Noé, em 2003, que desarticulou as ações de João Arcanjo Ribeiro, à época tido como o chefe do crime organizado no Estado. 


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1 Comentários

observador - 14/06/2018

TODOS OS JURISTAS QUE CONHECO DISSE SE TRATAR DE OPERAÇÃO NULA... OUTRO FATO INTRIGANTE E A SELETIVIDADE E COMO SE FORJA AS DELAÇÕES, ENCAIXANDO-SE DA MELHOR FORMA QUE APROUVEM AO MPF... ABUSOS DE AUTORIDADE E PODER, SENTENÇAS COM DOSIMETRIAS ESTRATOSFÉRICAS FORA DO NORMAL, SENTENÇAS SURREAIS. OU SEJA ... SE VALER A CONSTITUIÇÃO ESTA ESPETACULARIZAÇÃO ESTA COM DIAS CONTADOS INCLUSIVE COM AS DEVIDAS RESPONSBILIZAÇÕES... PARA AQUELES QUE DE FORMA CONSCIENTE E LIVRE ABUSARAM DA ILEGALIDADE.

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