Quinta-Feira, 20 de Julho de 2017, 15h:10

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Aluno desmaiou ao atravessar lago com corda no pescoço, diz denúncia do MPE

Por: JESSICA BACHEGA

Um aluno de turma anterior a de Rodrigo Claro, relata que durante o treinamento de salvamento aquático que participou  na Lagoa Trevisan a tenente Ledur, responsável pelas aulas, amarrou uma corda em seu pescoço durante o trajeto. O rapaz ainda relata que desmaiou e foi levado para atendimento médico, conforme consta na denúncia oferecida pelo Ministério Público Estadual (MPE).

 

Reprodução/HiperNoticias

tenente isadora ledur

 MPE pediu a prisão da tenente Ledur

“O modo como a denuncianda o afligiu durante a instrução realizada na Lagoa Trevisan, quando no treinamento do 15º CFSD, que resumidamente, se deu por meio do enlace de uma corda em torno do seu pescoço”, diz trecho da denúncia.

 

Além da corda, o aluno cita, também, que foi vítima de vários afogamentos causados pela oficial durante o percurso. A sequencia de “caldos” levou o rapaz a desmaiar e ser levado para atendimento médico na Policlínica do Coxipó.

 

Tais maus tratos foram denunciados para a corregedoria do Corpo de Bombeiros e geraram investigações que acabaram arquivadas. As apurações constataram que não havia fundamento na denúncia de excessos por parte da oficial.

 

“Toda essa conduta, fartamente demonstrada, revela crueldade no agir e transborda os limites da singela lesão corporal, adentrando nos domínios do tipo tortura”, afirma a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE).

 

No documento, o promotor de Justiça responsável pela denúncia, Sérgio Costa, classifica o caráter da oficial como de “pouco valor” e que não resta dúvida sobre a conduta inadequada de Ledur. O promotor ressalta, ainda, que a omissão dos demais oficiais que participaram do curso é tão grave quanto a tortura praticada pela tenente. 

 

“Thales Emanuel - Tenente BM; Diones Nunes - 3º Sargento BM; Francisco Alves - Cabo BM; Eneas Xavier - 3º Sargento BM; Marcelo Reveles - Tenente Coronel BM, estavam presentes no local da tortura junto com Izadora e, em nenhum momento, sequer tentaram impedir o cometimento de tal crime”, ressalta o promotor no documento encaminhado à Justiça.

 

Sérgio Costa salienta que todos os instrutores envolvidos no treinamento tinham o dever de garantir a segurança dos alunos. O que não fizeram.

 

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