Quarta-Feira, 10 de Janeiro de 2018, 15h:18

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Alienação fiduciária não admite adimplemento substancial

Por: REDAÇÃO

Alan Cosme/HiperNoticias

TJ tribunal de justiça

 

 

A Terceira Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) desproveu um Recurso de Agravo de Instrumento e não acatou o pedido de um consumidor que pretendia se manter na posse do bem até o deslindo do feito. Os desembargadores não acolheram a aplicação da Teoria do Adimplemento Substancial do Contrato.

 

De acordo com informações do processo, o consumidor firmou contrato de Alienação Fiduciária com uma instituição bancária para aquisição de um veículo. Tornou-se inadimplente após o pagamento da maior parte das prestações, por isso pleiteou a aplicação da Teoria do Adimplemento Substancial em uma ação de revisão de contratos.

 

O Juízo de Primeira Instância indeferiu o pedido liminar do autor para ser mantido na posse do bem até o deslindo do processo. Insatisfeito com a decisão, o autor impetrou recurso de Agravo de Instrumento.

 

Ao julgar o caso, os desembargadores da Terceira Câmara de Direito Privado entenderam que a teoria do Adimplemento Substancial do Contrato foi decotada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), ao julgar o Recurso Especial (Resp.) 1.622.555-MG.  “O STJ afastou a aplicação da Teoria do Adimplemento Substancial nas ações que envolvam contratos com garantia de alienação fiduciária ou arrendamento mercantil, pois são regidos por legislação especial, qual seja, o DL n. 911/69”.

 

Pela Teoria do Adimplemento Substancial, nos casos em que o contrato tiver sido quase todo cumprido, sendo a mora insignificante, não caberá sua extinção, mas apenas outros efeitos jurídicos, como a cobrança ou o pleito de indenização por perdas e danos.

 

(informações da assessoria)

 

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