Segunda-Feira, 14 de Maio de 2018, 14h06
EMPRESA SANTOS TREINAMENTOS NA MIRA
"Não era de fachada", diz Botelho sobre investigação do Gaeco

JESSICA BACHEGA / MAX AGUIAR

O presidente da Assembleia Legislativa Eduardo Botelho (DEM), prestou depoimento de mais de 2h30 minutos, nesta segunda-feira (14), aos promotores do Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e confirmou que a empresa que ele era sócio, Santos Treinamentos, citada nas investigações da Operação Bereré, não eram de fachadas. 

 

Jessica Bachega - HiperNotícias

Botelho

 Eduardo Botelho prestou depoimento nesta segunda ao Gaeco

O político é investigado porque figurou como sócio entre 2009 e 2013. Segundo o Gaeco, a empresa, que seria de “fachada” foi utilizada para “lavar” a propina recebida por agentes públicos no contrato entre o Detran de Mato Grosso e a empresa FDL Serviços (atual EIG Mercados). “A empresa não era de fachada, isso eu garanto que não era", disse Botelho. 

 

Segundo o parlamentar, a sua ida ao Gaeco nesta manhã não trouxe nada de novo aos autos investigados pelos promotores. Segundo ele, tudo que já havia explicado da última vez, ele voltou a frizar. 

 

"Foi esclarecido tudo, fizeram levantamento de todos os cheques que saíram da minha conta e fiz a explanação de um por um destes cheques repassados por mim. Foi esclarecida a questão da minha entrada na empresa também. Não tem nada de novo do que havia falado antes. Eu entrei como investidor, não tinha gerência de nada”. 

 

Política

 

Botelho também respondeu aos jornalistas que obviamente todos os procedimentos envolvendo seu nome com corrupção, causa um prejuízo político. Ele admitiu que a denúncia pode atrapalhar sua campanha à reeleição. “Lógico que atrapalha. As pessoas que me conhecem, sabem da minha índole, que me acompanharam por toda minha vida trabalhando sabem do meu caráter, da minha dignidade”. 

 

Sobre a possibilidade da Assembleia Legislativa julgar a manutenção ou não da prisão do deputado estadual Mauro Savi, Eduardo Botelho reafirmou que não conduzirá este processo. “O 1º vice ou o 2º vão tocar essas questões. Mas, o que deve ser feito o procurador que tem autonomia para isso”, frisou.


Fonte: HiperNotícias - Você bem informado
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