Segunda-Feira, 07 de Maio de 2018, 15h46
FALARAM QUE ERAM DE FACÇÃO
Médico denuncia mãe e filha pelo golpe da casa própria em Várzea Grande

LUIS VINICIUS

Mãe e filha, moradoras da cidade de Várzea Grande, estão sendo investigadas por crime de estelionato contra pelo menos 90 pessoas. Segundo uma das vítimas, elas estavam oferecendo casa do projeto Minha Casa Minha Vida com preço abaixo do mercado. Porém, elas pediam um depósito de aproximadamente R$ 2 mil e depois não prestavam conta aos "compradores" e quando foram localizaram elas ameaçavam dizendo que faziam parte da facção criminosa Comando Vermelho. .

 

Marcos Lopes/HiperNotícias

cisc/estelionato/fachada/planaltp

 

As suspeitas foram identificadas como Diana Maria Merlino Nunes, de idade não confirmada, e a filha dela, Danielly Fernanda Merlino Carvalho, de 21 anos. Conforme a queixa feita por um médico, que foi vítima de mãe e filha, o caso já está nas mãos da polícia, através da 2ª Delegacia de Polícia de Várzea Grande, que investigará o crime.

 

De acordo com o boletim de ocorrência, o médico afirmou que conheceu as suspeitas por meio de um amigo, em dezembro de 2017. O profissional de saúde contou que conversou com Diana, que disse que a sua filha trabalhava na Prefeitura de Várzea Grande, na Secretaria de Habitação e que era chefe da equipe do ex-prefeito de Várzea Grande Wallace Guimarães (MDB).

 

Na ocasião, a mulher de 21 anos disse que conseguia casas no programa de habitação do Governo Federal “Minha Casa Minha Vida”. Diante disso, o médico contou que no dia 28 de dezembro repassou o valor de R$ 2.780,00 reais para as suspeitas, pois elas diziam que essa quantia iria ser repassada ao ex-prefeito.

 

No entanto, após algum determinado tempo, R.H, começou a procurar as suspeitas, pois elas já não davam mais respostas. Em uma das ocasiões, ela disse que estava a frente de uma invasão no bairro Jequetibá, em Várzea Grande.

 

“Elas sempre aplicam o golpe dessa mesma forma. Elas prometem a casa e depois somem. Pelo o que a gente sabe ao menos 90 pessoas foram vítimas dessas mulheres. Mas acho que tudo que elas dizem é mentira, essa ligação com o prefeito também acho que não é verdade. As pessoas têm que ficar atentas para não cair nos golpes dessas bandidas”, explicou o médico à reportagem.

 

O denunciante disse ainda que uma vez foi cobrar a mulher, mas ela disse que era para ele “ficar de boa”, porque ela pertencia a uma facção criminosa.

 

“Uma vez eu fui cobrar ela e me disse para eu ficar de boa que ela era do financeiro da organização criminosa, denominada Comando vermelho e que se eu falasse mais alguma coisa o bicho ia pegar. Queria apenas que elas pagassem o dinheiro que deve a nós todos, pois o que elas fizeram não é justo”, disse o profissional de saúde.

 

O médico contou ainda que ao cobrar Danielly, a mesma disse que estava tratando de um câncer. No entanto, ele afirma ter visto foto das criminosas em praias no Rio de Janeiro.

 

“Em abril eu tentei contato com ela e essa criminosa me disse que estava internada em um hospital tratando de um câncer. Pelo telefone ela me ameaçou dizendo saber aonde meus filhos estudam. Esses dias, eu estava vendo Facebook e para minha surpresa vi fotos das duas em praias do Rio do Janeiro. Quero que sejam tomadas as devidas. Espero que a Polícia as encontre”, concluiu.

 

Após as diversas perguntas, a Polícia Civil instaurou um inquérito e investiga o fato. A reportagem tentou entrar em contato com as suspeitas, mas não conseguimos respostas.


Fonte: HiperNotícias - Você bem informado
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