Terça-Feira, 13 de Fevereiro de 2018, 01h23
Existe amor tranquilo?

MICHELY FIGUEIREDO

Mauro Camargo

Michely

 

"Eu quero a sorte de um amor tranquilo, com sabor de fruta mordida. Nós na batida, no embalo da rede, matando a sede na saliva..."


Amor tranquilo? O que será que o poeta Cazuza quis dizer com esses versos? Amar o outro consiste em aceitar as diferenças. E nem sempre esse é um processo tranquilo. A gente sabe que cada um carrega seus costumes e crenças e encaixar essas vivências no nosso cotidiano por vezes significa abrir mão de certas certezas que levam algum tempo até serem dissolvidas. Tudo pelo bem do relacionamento, pela harmonia no lar e pelo bem estar geral.

 

Se a gente conseguisse realmente sentir compaixão, ter empatia, o processo não seria tão doloroso. É o famoso "colocar-se no lugar do outro". Imagine certa situação. Agora, pense que você é o personagem principal deste enredo. As coisas mudam de figura, não é mesmo? O distanciamento faz com que nos tornemos juízes implacáveis, arrisco a dizer que a gente toma a posição de algoz. Mas com a proximidade, com o sentir-se parte, a visão do problema muda de foco. Aliás, onde é mesmo que havia um problema?

 

Isso não vale apenas para o relacionamento amoroso, mas para as relações em geral, sejam profissionais, de amizade, familiares...

 

A empatia faz com que economizemos um estoque gigantesco de energia, que acaba sendo desperdiçada cada vez que direcionamos nossa atenção para o que não é significativo. É que o ser humano tem o péssimo hábito de focar nas inferioridades, deixando sempre as qualidades em segundo plano (e me incluo nesse grupo assustadoramente gigante).

 

Devíamos aos poucos ir mudando nosso ponto de atenção. Afinal de contas, o que pensamos influencia no que somos e nas energias que acabamos por atrair. Logo, se só vejo qualidades, sinto satisfação, alegria, vontade de estar perto e consequentemente atraio para meu dia a dia situações prazerosas.

 

A tarefa é simples, mas não é fácil. Mudar um hábito, um condicionamento social, requer muita força de vontade. Em qualquer ambiente que você circule, perceberá que existem rodinhas onde a fofoca come solta. Tente evitar este tipo de troca. Para falar de um terceiro, espere que ele esteja presente e use as três peneiras de Sócrates antes de pronunciar qualquer palavra: verdade, bondade, necessidade.

 

O fato é verdadeiro? Gostaria que dissessem o mesmo sobre você? Acha mesmo necessário contar esse fato e passar adiante?
Vamos sair do automático e tentar fazer dessa terrinha onde vivemos um lugar mais agradável de se habitar!

 

Michely Figueiredo é jornalista, mãe, busca a evolução do ego incansavelmente, atua como psicoterapeuta reencarnacionista e trabalha por um mundo melhor 


Fonte: HiperNotícias
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