Segunda-Feira, 09 de Outubro de 2017, 17h15
O dia em que a Terra parou
Saber lidar com a ausência requer um desapego e um amor incondicional que muitas vezes ainda não desenvolvemos

PETU ALBUQUERQUE

 

Michely_Figueiredo

 

“Essa noite eu tive um sonho de sonhador, maluca que sou eu sonhei com o dia em que a Terra parou...” Pedindo licença a Raulzito, que já não se faz presente no plano terreno, uso um trecho de sua canção para externar o sentimento que tive ao saber do episódio ocorrido em Minas Gerais, que vitimou crianças e professora, mortas depois de um incêndio proposital causado por um dos funcionários da creche. A vontade naquele momento era de que a Terra parasse. Que houvesse uma máquina do tempo que permitisse “rebobinar a fita” e impedir que tal tragédia se consumasse.

 

Em curto intervalo de tempo presenciamos a chacina ocorrida nos Estados Unidos e o incêndio em Minas Gerais. O caso aqui no estado vizinho acaba por comover ainda mais por estarmos falando de crianças. Havia toda uma expectativa de futuro, os pais que guardavam a certeza de encontrar seus pequenos ao fim do dia com um acalorado abraço. No entanto, o encontro foi doloroso. Saber lidar com a ausência requer um desapego e um amor incondicional que muitas vezes ainda não desenvolvemos.

 

Sabemos da dor coletiva que o episódio causou e ainda causa. Como toda a população brasileira se solidarizou com quem sofreu as perdas. Mas o momento serve também de reflexão: como estamos tratando aqueles que dividem os dias conosco?

 

Você diz aos seus filhos, pais, esposas, maridos o quanto eles são importantes? Qual o tamanho do amor que sente por eles? O quanto se esforça para que a harmonia seja mais presente que a discórdia? Só nos damos conta da falta que este comportamento faz quando nos deparamos com essas situações fatídicas.

 

Não sabemos qual é o nosso período aqui na Terra. Ninguém sabe quando ocorrerá o chamado para o retorno ao plano espiritual. Dito isso, fica o convite à reflexão. O que devo melhorar na relação com os meus? Será que consigo guardar o orgulho no bolso em nome de uma vivência verdadeira, na qual me revele verdadeiramente ao outro e reconheça o quanto ele é importante no meu caminhar? Chega de perder tempo. Vamos deixar o amor transbordar. O amor cura. Ele é a chave que abre todas as portas, independente do local aonde estivermos.

 

É premente darmos importância ao que realmente importa. As relações humanas, o sentir, o estar presente verdadeiramente, pesam muito mais na construção do que somos do que a corrida frenética pelo ter, que nos embola na teia do trabalho excessivo, da falta de tempo, dos compromissos inadiáveis...

 

É chegada a hora de mudarmos o comportamento. O planeta passa por transformações que nos forçarão a esta reflexão. Não espere mais. Comece hoje a sua viagem interior e descubra quais pontos precisam ser trabalhados em você. O desconstruir dói, mas não se conhecer é insuportável.

 

Petu Albuquerque é psicoterapeuta reencarnacionista, balzaquiana, acredita na mudança e busca aperfeiçoar suas relações, no intuito de valorizar o que realmente interessa


Fonte: HiperNotícias
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