Quinta-Feira, 10 de Agosto de 2017, 18h53
OPERAÇÃO DESCARRILHO
"Não recebi nenhum centavo de propina do VLT", afirma o ex-secretário Eder Moraes

JESSICA BACHEGA

“Não se pode colocar a cangalha de um no pescoço do outro”. Essa declaração é do ex-secretário Agência Extraordinária da Copa do Mundo (Agecopa), Eder Moraes, que nega ter recebido ou cobrado propina do Consórcio VLT- Cuiabá, enquanto estava à frente da Pasta.

 

Mayke Toscano/Hipernotícias

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Eder Moraes disse que nunca pediu e nem pagou propina por escolha de VLT

“Nunca recebi nenhum centavo de propina. Nunca tratei nada desse tipo com absolutamente ninguém. A licitação das obras do VLT não foi na minha gestão. Qualquer reparo no edital ocorreria com quem estivesse a frente da Pasta. E não era eu”, explica o ex-gestor. 

 

Em entrevista exclusiva ao Hipernotícias, Eder Moraes ressaltou que quando houve a solicitação das obras ele já não estava sob o comando da Agecopa.

 

Por telefone, Moraes ainda disse que o projeto do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), doado pela empresa Infinity e elaborado pela Ferconsult, foi registrado em um cartório público. “Eu tive o cuidado de fazer esse registro. Está registrado lá quem doou e como doou”, assevera.

 

“Esse foi um projeto doado. Se algum interesse foi ferido, as sucetividades após isso, eu não participei. Fiz o que determina a gestão pública. Pós registro, pós licitação, nada disso passou por mim”, afirma o ex-secretário. Ainda segundo Eder, uma equipe de 17 pessoas, altamente capacitadas, participaram do processo de lançamento do edital de base do Regime Diferenciado de Contratação (RDC).

 

Início de obras

 

“Quando assumi a Secopa só tinha o alicerce da Arena Pantanal. Em 11  meses eu coloquei todos os projetos em andamento. Eu deixei todos os projetos que você está vendo quase que em executivo, como manda a legislação. Ordens de serviço não passaram por mim”,  declara. 

 

Eder ainda completou que  após colocar todos os projetos com equipes no local para a execução foi retirado da secretaria. “O motivo disso só o tempo dirá”, pontua. 

 

Denúncia de fraudes

 

O ex-secretário afirma que seu depoimento oferecido ao Ministério Público Estadual (MPE) foi compartilhado com o Ministério Público Federal (MPF) e que na ocasião estava com seu estado emocional abalado.

 

“Mas eu disse que, em juízo colocaria os fatos como eles são. E é o que estou fazendo dentro da Ararath. Cabe a investigação chegar a quem cometeu os ilícitos nos processos para que seja punido”, explica.

 

Recusa em fazer delação

 

Eder Moraes explica que nunca quis fazer delação premiada porque acredita que todos os seus atos estão de acordo com a Lei. 

 

“Todos meus atos foram aprovados em auditorias internas, externas e pelo Tribunal de Contas do Estado. O grande problema que está havendo ai, e a sociedade precisa saber, é na execução dos projetos. Se eu tivesse continuado na secretaria todos os projetos estariam concluídos e o VLT estaria andando”, conclui. 


Fonte: HiperNotícias
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