Domingo, 04 de Novembro de 2018, 17h:04

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Idosa sustenta família há doze anos com venda de cremosinho

Por: WILLIAN BELTER

Rotatória da Avenida Miguel Sutil com a Avenida Jurumirim, esse é o endereço onde Maria de Lurdes, de 61 anos, trabalha há 12 anos com a venda de sorvete de iogurte, popularmente conhecido pela garotada como “cremosinho”, para ajudar nas despesas de casa. As três gerações da família, avó, filha e neta chegam a vender 100 unidades por dia cada uma.

 

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vendedora cremosinho

 Maria trabalha no local há 12 anos

A senhora, que tem o enorme chapéu de palha, como único abrigo para se esconder do sol, encoraja a neta, a estudante Emanuelle, de apenas 17 anos, ao trabalho. A menor vê na avó um grande exemplo e, por isso, decidiu deixar a vaidade da adolescência e encarar ao a dura rotina de trabalhar e continuar estudando. Juntas, elas encaram  uma jornada de aproximadamente oito horas de trabalho.

 

Maria disse ao Hipernoticias que sustenta a casa, há doze anos, apenas com a renda deste trabalho. Para ela, não importa se está frio ou quente, todos os dias ela abastece as três caixas de isopor e vai para o posto de trabalho.  

 

A comerciante acredita que o sucesso da venda se deve ao calor que faz em Cuiabá. Ela apenas exibe o produto e logo para algum cliente para comprar. “Com o calor que faz em Cuiabá, toda hora para um carro para comprar”.

  

“Nós trazemos uma média de 100 cremosinhos, cada uma. Tem dia que eu vendo tudo, tem dias que eu volto para casa com a caixa cheia. Como é uma coisa que não se perde fácil eu guardo no congelador e no outro dia trago de volta”, contou.

 

Sem revelar quanto ganha com a venda dos produtos, Maria afirmou que dá para pagar as contas de casa e ajudar no sustento da família. “Dá para pagar a conta de água, de luz, de telefone, comprar as coisas que precisa pra casa, não sobra, mas dá para viver”.

 

Entre um cliente e outro, a vendedora apresenta os sabores dos produtos vendidos ao preço de R$ 2,50. “São várias opções de sabores. Tenho de milho-verde, leite condensado, uva, morango e coco. O de cupuaçu sai mais caro pra mim, mas eu vendo todos pelo mesmo valor para conquistar os clientes”, revelou.

 

Os produtos são fabricados pela própria vendedora, que divide a rotina entre o trabalho na rua e os serviços domésticos. Mesmo diante das dificuldades, Maria não perde a fé, todos os dias ela vai para o ponto garantir o pão de cada dia.

Credito: REPRODUÇÃO
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