Terça-Feira, 10 de Outubro de 2017, 08h:54

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Indicador Antecedente de Emprego avança 2,4 pontos em setembro, aponta FGV

Por: CONTEÚDO ESTADÃO

O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) avançou 2,4 pontos em setembro ante agosto, para 100,6 pontos, o maior nível da série histórica iniciada em junho de 2008, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Apesar do bom resultado, houve contribuição da base de comparação muito fraca, após dois anos de números negativos no emprego no País, ponderou a FGV. No ano, o indicador acumula um ganho de 10,6 pontos.

"Os melhores dados da atividade econômica sustentam o otimismo dos empresários para a retomada de contratações nos próximos meses. A perspectiva de um crescimento maior do que o esperado anteriormente, para 2017 e 2018, reforça este otimismo. O emprego deve continuar avançando nos próximos meses", avaliou Fernando de Holanda Barbosa Filho, economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.

Já o Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) recuou 0,5 ponto em setembro ante agosto, para 97,6 pontos, após dois meses seguidos de altas.

"A elevada taxa de desemprego se reflete no alto nível do ICD, próximo do máximo da série. Apesar da tendência de queda do desemprego, este deve continuar em níveis elevados nos próximos meses. O ICD mostra este mercado de trabalho ainda difícil, mas com tendência de melhora", completou Barbosa Filho.

O ICD é construído a partir dos dados desagregados, em quatro classes de renda familiar, da pergunta da Sondagem do Consumidor que procura captar a percepção sobre a situação presente do mercado de trabalho. Já o IAEmp é formado por uma combinação de séries extraídas das Sondagens da Indústria, de Serviços e do Consumidor, todas apuradas pela FGV. O objetivo é antecipar os rumos do mercado de trabalho no País.

No IAEmp, seis dos sete indicadores tiveram melhora em setembro, com destaque para os que medem o grau de satisfação com a situação dos negócios no momento atual (alta de 7,0 pontos), da Sondagem de Serviços, e o de expectativa com relação à facilidade de se conseguir emprego nos seis meses seguintes (avanço de 5,3 pontos), da Sondagem do Consumidor.

No ICD, as famílias que mais contribuíram para a queda do indicador foram as de renda mais alta: entre R$ 4.100,00 e R$ 9.600,00 mensais e acima de R$ 9.600,00 mensais. Nessas duas faixas de renda, o Indicador de percepção de dificuldade de se conseguir emprego recuou 0,5 ponto e 2,1 pontos, respectivamente.

(Com Agência Estado)
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