Quarta-Feira, 19 de Abril de 2017, 10h:45

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Empresários de MT são condenados pela Justiça de SP por desvios de recursos filantrópicos

Por: JESSICA BACHEGA

O juiz Gabriel Medeiros, da Primeira Vara de Presidente Venceslau, em São Paulo condenou os empresários  Mato-grossenses Luiz Antonio Trevisan Vedoin e Ronildo Pereira Medeiros pelas acusações de peculato e organização criminosa investigados na Operação Sanctorum, que apura desvio de verbas de emendas de deputados estaduais e federais que seriam direcionados para hospitais filantrópicos.

 

J. Freitas

Luiz Antônio Trevisan Vedoin

 Empresário Luiz Vendoin

Conforme a decisão, os empresários devem cumprir pena de oito anos e nove meses de reclusão e pagamento de 53 dias multa. Como ambos firmaram acordo de delação premiada junto ao Ministério Público Estadual (MPE) terão direitos de cumprir a pena em regime aberto.

 

Para o juiz, embora as informações oferecidas pelo delatores tenham sido de suma importância parta a elucidação dos fatos, o perdão judicial é totalmente desproporcional ao dano causado pelos atos criminosos da dupla que é acusada de liderar o esquema de desvio do dinheiro dos hospitais. Ambos foram presos na deflagração da Operação, em junho de 2016.

 

Os dois também foram presos pela Polícia Federal em 2006, durante a Operação Sanguessuga, que investigou o desvio de mais de R$ 100 milhões por meio de fraudes na Saúde.

 

Conforme as investigações, os desvios eram efetivados por meio de superfaturamento em compra de móveis hospitalares e desvios de verbas públicas destinadas a entidades filantrópicas, como Santas Casas de Misericórdia.

 

Reprodução

ronildo medeiros Sanctorum desvios

O empresário Ronildo Pereira Medeiros foi preso em Cuiabá

Após o repasse dos valores  das emendas às contas das Santas Casas, Medeiros passou a enviar os equipamentos, simulando notas de doações emitidas por uma empresa fantasma. Em um levantamento da CPJ, apurou-se junto à Vigilância Sanitária do local da sede, em Carapicuíba (SP), que tal instituição nunca existiu fisicamente naquele endereço.

 

A decisão que condenou os empresários foi divulgada nestan segunda-feira (17). 

 

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