Sábado, 19 de Agosto de 2017, 09h:42

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No casulo

Comece a notar os sentimentos que afloram em você a cada situação desconfortável a qual é submetido

Por: PETU ALBUQUERQUE

 

Michely_Figueiredo

 

De que vale viver se não for para se transformar? Os dias por aqui são de aprendizado contínuo. O caminho a ser trilhado deve levar ao aperfeiçoamento, nos aproximando cada vez mais da nossa divindade. Afinal, somos centelhas divinas. Somos parte do todo, daquilo que move o mundo. Seguindo essa lógica é que devemos buscar sempre o melhor, como aprender a perdoar. O perdão cura quem o dá e também favorece aquele que o recebe. Liberta dos grilhões do ódio, da mágoa e da revolta, sentimentos que facilmente são materializados no corpo físico. É daí que nascem as doenças. 

 

A Medicina tradicional ainda caminha a passos lentos no sentido de enxergar o ser humano em sua totalidade, mas já avançamos algumas casas. Reflexo disso é reconhecer que pessoas muito nervosas sofrem de gastrite. Aqueles com alto índice de estresse gozam de problemas para dormir, dores de cabeça intensas, falta de ar, ansiedade... Embora já se reconheça que os sentimentos têm a capacidade de se manifestarem na matéria, não se adotou a visão do todo para o tratamento. Cuida-se somente do físico, deixando de lado a saúde mental, a forma de raciocínio. Sendo assim, silencia-se o sintoma, de forma paliativa, mas não se chega até a causa do problema.

 

Por isso é tão importante que a gente se conheça verdadeiramente. Comece a notar os sentimentos que afloram em você a cada situação desconfortável a qual é submetido. Com o exercício diário de silenciar a mente, vamos nos dando conta que a vida vai além dessa loucura cotidiana de casa, trabalho, filhos, trânsito caótico, corrupção, violência e assim por diante. É preciso olhar mais para dentro e menos para o lado. Escute a si mesmo. Desenvolva a capacidade de descobrir o que não vai bem antes que a doença se manifeste no corpo físico. Doença é um alerta para que a gente se conheça e descubra o que está fora do trilho, o que precisa ser modificado, transformado, transmutado.

 

Assim como a lagarta se recolhe no casulo para se transformar em borboleta, também devemos fazer esse exercício: voltar-se para dentro, conhecer cada sombra, cada luz, remexer os guardados, fazer uma faxina para que ao final desse processo a luz divina que habita em cada um de nós brilhe com ainda mais intensidade.

 

Jogar luz em nosso interior não é nada fácil. Quando silenciamos o barulho externo, a mente grita, a vontade é de sair correndo, não queremos nos deparar com nossas falhas, com nossas fraquezas. É o ego no controle, querendo nos tirar do verdadeiro foco. Mas vale lembrar que ao tomar conhecimento e acolher aquilo que acreditamos ser sombra, imperfeições, inferioridades, nos libertamos. Quanto mais negamos, mais refém nos tornamos. Reconheça e acolha. Não há outro caminho senão o autoconhecimento. Ele é o degrau primordial para a nossa evolução. Dito isso, que possamos praticar a meditação, tão comum no Oriente, mas ainda com poucos adeptos no Ocidente.

 

Petu Albuquerque é uma mulher balzaquiana, observadora da vida, aspirante à psicoterapeuta reencarnacionista e que tem fé na mudança.

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