Quinta-Feira, 27 de Abril de 2017, 16h:38

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Hábito nocivo

Por: PETU ALBUQUERQUE

Michely_Figueiredo

 

Faço de mim morada dos bons sentimentos, ou pelo menos tento adotar essa máxima todos os dias. A prática não é fácil. Afinal de contas, controlar a raiva, o egoísmo, o apego, a indiferença e tantos outros sentimentos de baixa vibração, precisa ser encarado como uma mudança de hábito. Qualquer escorregada e lá estamos de novo a reclamar do vizinho, do trânsito, do chefe sem noção, da comida sem sal, do marido que largou a toalha molhada em cima da cama, do cachorro que comeu o sapato, da amiga que vacilou, do clima que mudou, e assim por diante.

 

Reclamar é um vício, assim como comer guloseimas. A gente sabe que aquilo vai fazer mal, mas insiste em manter o hábito. No meu caso, por exemplo, comer paçoca desencadeava uma enxaqueca sem precedentes. Mesmo assim insistia em ingerir o docinho. Pagava um preço bastante alto por isso. Até o dia que decidi fazer uma reeducação alimentar, aliada a prática de exercícios físicos. Desde então, adeus crises de enxaqueca. Como foi libertador. 

 

O mesmo se deu com a tentativa de mudar a forma de raciocínio. A vida é tão efêmera. Alimentar sentimentos negativos a torna mais “arrastada” e também reduz a qualidade do tempo que passamos por aqui. Veja bem, nutrir a raiva faz com que tenhamos reflexos em nossa saúde física. O estômago começa a “reclamar”. A mágoa azeda qualquer possibilidade de bom humor. O egoísmo nos torna pessoas de difícil convívio, limitando o número de novos amigos que porventura conquistaríamos. Qual a razão de não tentar uma mudança de hábito? A tarefa é árdua, exige persistência, disciplina e foco. Mas os resultados são compensadores. 

 

Mudar a forma de reagir às situações colocadas no nosso cotidiano não significa ficarmos alheios àquilo que está incorreto. Não significa perder o senso crítico e não lutar pelo que acreditamos. Pelo contrário. Quanto menos contaminada a sua percepção, mais fácil defender um ideal. 

 

Sigo na lida diária da mudança de raciocínio. Já faz um tempinho que me aventurei nessa missão e tenho colhido bons frutos. Muitas vezes ainda derrapo, mas sigo firme no propósito, por enxergar as recompensas que essa batalha travada cotidianamente traz a quem decide nela lutar. Experimente. Não custa se aventurar por novos caminhos!

 

Petu Albuquerque é uma mulher balzaquiana, observadora da vida, aspirante à psicoterapeuta reencarnacionista e que tem fé na mudança.

 

 

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