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Usuários reclamam da rodovia 364 entre Rondonópolis e Cuiabá; Dnit desconhece

Por: JESSICA BACHEGA

Motoristas que trafegam pela BR-364 entre Cuiabá e Rondonópolis reclamam das péssimas condições de conservação da rodovia. Privatizada e sob a responsabilidade da Concessionária Rota do Oeste, os usuários pagam três pedágios neste trecho de cerca de 215 Km entre as duas cidades.

 

Devido ao grande movimento de caminhoneiros, as reclamações mais constantes estão relacionadas à falta de duplicação da via.

 

A Tribuna

BR 364

 Trecho da rodovia

Somados os valores entre as praças situadas em Rondonópolis (Km 214), Campo Verde (km 316) e Santo Antonio do Leverger (km 383), o condutor desembolsa R$ 13,3. O valor sobe para R$ 26,6 se for ida e volta.

 

A justificativa para a cobrança seria a manutenção dos serviços oferecidos pela concessionária na rodovia.

 

"Tem muitos buracos inesperados. Tem trechos que a rodovia está boa, mas outros têm bastante buracos. Acredito que por causa da chuva", diz a estudante Elaine do Nascimento, que passou pelo local durante viagem de fim de ano.

 

De acordo com a Rota do Oeste, a manutenção da rodovia, especificamente neste trecho, não é de responsabilidade da empresa. No local, o contrato da concessionária junto ao Estado contempla somente o atendimento a acidentes e resgates, não prevendo reparos.

 

Conforme a assessoria, quando a concessionária assumiu o contrato havia outras duas empresas executando obras no trecho e os respectivos contratos foram mantidos. De forma que o local está sob a responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). 

 

A assessoria informou ainda que no ano passado foram feitos reparos na rodovia a pedido da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

 

A ação não era prevista em contrato, mas foi feita atendendo a solicitação. A medida também foi considerada no reajuste feito pela Rota do Oeste nas taxas de pedágio cobradas na rodovia.

 

A manutenção foi  realizada em 174 quilômetros de rodovia de Cuiabá a Rondonópolis, exceto no trecho que compreende a Serra de São Vicente. Cerca de 40km foram reconstruídos devido ás péssimas condições. Segundo a assessoria, não há previsão de novos reparos já que a responsabilidade é do Dnit.

 

A fotógrafa Aline Bassanesi que transita pela rodovia frequentemente para estudo e compromissos em Rondonópolis também reclama das condições da rodovia. "Falta sinalização e também há muitos buracos na rodovia, principalmente entre Jaciara e Rondonópolis. Neste trecho o asfalto está bem ruim", afirma. "Pelo valor de pedágio que a gente paga era para ter uma estrada muito melhor. Eu estou viajando para o Mato Grosso do Sul e o que se vê aqui é outra realidade. Pagamos pedágio também, mas a rodovia é ótima e bem sinalizada", completa.

 

Poscionamento do Dnit

 

O diretor de engenharia do Dnit em Mato Grosso, Laércio Coelho Pina,  informou que há três empresas atuando na manutenção de toda a extensão da rodovia entre Cuiabá e Rondonópolis. “Não tenho informação dessa precariedade que está a rodovia. Essa denúncia causa estranheza porque não reflete a situação da rodovia que está sob manutenção”, informou o diretor.

 

Segundo ele, desde que foi feito o reparo pela Rota do Oeste, o Dnit tem atuado na manutenção. Neste fim de ano foram liberados 36km de duplicação entre a Serra de São Vicente e Jaciara e estão previstas para serem retomadas até o meio do ano os trabalhos de duplicação do trecho entre Cuiabá e a Serra.

 

Conforme o diretor, mesmo com o recesso de fim de ano, equipes de emergência das empresas foram disponibilizadas para sanar qualquer problema na pista. Relata ainda que o andamento das obras podem estar com avanço comprometido devido ás chuvas, mas estão sendo executados. Cerca de R$120 milhões foram investidos nas obras.

 

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