Sexta-Feira, 16 de Dezembro de 2016, 09h:35

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Soldado do Corpo de Bombeiros sofreu AVC durante treinamento, aponta laudo

Por: RAYANE ALVES

O soldado do Corpo de Bombeiros, Rodrigo Claro, que morreu depois de passar mal em um treinamento de mergulho realizado na Lagoa Trevisan para curso de formação, sofreu Acidente Vascular Cerebral (AVC).

 

Arquivo Pessoal

Rodrigo Claro

 

A causa da morte foi divulgada na quinta-feira (15) pelo secretário de Segurança Pública (Sesp), Rogers Jarbas, após receber o laudo do Instituto Médico Legal (IML).

 

Conforme o secretário, ao receber o laudo onde apontou o AVC como causa da morte, as autoridades policiais levantaram diversos questionamentos para prestar esclarecimentos aos familiares.

 

O primeiro interrogatório foi se a vítima possuía alguma doença pré-existente que tenha ocasionado o AVC. “A reposta é não. O Rodrigo não sofria de nenhuma doença pré-existente como se suspeitava antes. O laudo foi claro em negar doenças anteriores ao óbito”, afirmou.

 

Já o segundo ponto levantado pela equipe de investigação foi se seria possível atribuir o acidente cerebral a uma conduta humana externa, visto que a tenente  Izadora Ledur já havia sido acusada de ter cometido excessos durante o treinamento no curso de formação do Corpo de Bombeiros.

 

“A resposta é não. Não ficou conclusiva a causa da morte neste ponto. A única coisa que o laudo apontou de forma objetiva foi que a causa da morte foi um AVC”, explicou.

 

Para dar continuidade ao inquérito policial, o secretário explicou que também questionou um dos médicos que participou da elaboração do laudo para saber o que poderia ter ocasionado o AVC.

 

“Ele disse que é uma causa natural. Qualquer pessoa pode sofrer em decorrência de estresse, emocional, exercício físico, andando de bicicleta caminhando ou até mesmo a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), por conta da tensão”.

 

“Agora para identificar se há alguma conduta para alguém seja responsabilizado vai depender de outros elementos complementares investigativos, como por exemplo, as oitivas e todas as diligências que foram feitas pelas atividades policiais”, concluiu.

 

O CASO

O jovem começou a passar mal durante o curso de salvamento em mergulho realizado pelo 1º Batalhão dos Bombeiros na Lagoa Trevisan, que fica às margens da Rodovia Palmiro Paes de Barros, que liga Cuiabá a Santo Antônio de Leverger. Além dele, outros 29 alunos participavam do curso com acompanhamento de cinco coordenadores, entre eles a tenente e o coronel.

 

Ele foi retirado do campo do curso e levado ao Batalhão, localizado no bairro Verdão, reclamando de fortes dores na cabeça. Primeiramente foi levado à policlínica.

 

Na unidade médica, o aluno que é filho de um sargento do Corpo de Bombeiros, não apresentou melhoras e precisou ser encaminhado para o hospital particular. Desde então, estava internado em coma induzido.

 

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