Terça-Feira, 17 de Abril de 2018, 10h:40

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MTST protesta a favor de Lula em frente a sede da Globo em Cuiabá

Por: JESSICA BACHEGA

Centenas de membros do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MTST), em Mato Grosso, realizam manifestações em pontos de Cuiabá nesta terça-feira (16). As atividades são referentes ao Abril Vermelho e marcam os 22 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás. Além disso, o protesto também é contra o 'golpe' que retirou a presidente Dilma Rousseff da Presidência da República, contra a prisão do ex-presidente Lula e pelo assentamento de mil famílias mato-grossenses.

 

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mst protesto globo

 

Na manhã desta terça, os protestantes estiveram em frente  TV Centro América, filiada a Rede Globo na Capital. Eles repudiam a conduta do veículo de comunicação, que, segundo eles, tem importante papel na disseminação de informações desfavoráveis aos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, atualmente preso na Custódia da Polícia Federal, em Curitiba. 

 

“Acreditamos que eles têm grande participação na disseminação dessas notícias e também no golpe. Queremos chamar atenção para o que estão fazendo”, afirma Idalice Nunes, uma das líderes no MST sobre a Rede Globo.

 

Da sede da emissora, os protestantes caminharam por várias avenidas da cidade, carregando a bandeira do movimento e faixas onde se lê “Agro é tóxico”, “A Globo mente, Lula Inocente”, “Lula vale a luta”. A Polícia Militar acompanhou a caminhada para garantir a segurança do moviemento.

 

Os manifestantes são de diversas partes do Estado e estão acampados na sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) por tempo indeterminado. Eles reclamam que as mil famílias acampadas no Estado sejam assentadas em seus devidos lotes, pois esperam a anos debaixo de lonas sem perspectivas de quando receberão um pedaço de terra.

 

Também querem infraestrutura nos assentamentos nos quais os terrenos já foram divididos. “Tem lugar em que as famílias já receberam as terras, mas não tem escola para as crianças, não tem estrada, ponte nem condições de plantar”, relata a ativista.

 

Idalice relata que o grupo só deixará o acampamento quando houver uma resposta ás suas demandas. Na tarde desta terça-feira (17) eles irão se concentram em frente ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT). 

 

As movimentações do Abril Vermelho são realizadas em todo o Brasil.

 

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