Quinta-Feira, 17 de Maio de 2018, 14h:30

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Mesmo com decisão de não aumentar preço do R.U, estudantes da UFMT permanecem em greve

Por: JULIANA ALVES - ESPECIAL PARA O HIPERNOTÍCIAS

Os estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) permanecem em greve, mesmo após a decisão da reitoria em adiar o aumento dos valores do Restaurante Universitário (R.U) até dezembro de 2018. Eles entendem que as decisões da reitora Myrian Serra são unilaterais e sem um diálogo aberto.

 

Em defesa do R.U a um real - UFMT

Greve UFMT

 

“O movimento grevista continua, a gente conseguiu uma conquista no Consepe que foi a suspensão do calendário acadêmico, o que assegura a nossa greve. Então continuamos em greve, continuamos fazendo nossas atividades durante o dia e os organizadores da greve estão tentando buscar medidas e fazer uma lista de reivindicações para apresentar a reitoria. Estamos tentando se reerguer frente a isso, entendemos que foi uma tentativa de desmobilização mesmo, só que os estudantes decidiram não parar”, contou um aluno.

 

Na terça-feira (15), a reitoria comunicou e encaminhou aos Comandos de Greve dos Estudantes e Diretório Central dos Estudantes (DCE’s) de todos os campi que qualquer tipo de aumento nas refeições ofertadas pelo R.U está suspenso até dezembro. De acordo com a reitora, a nova política de alimentação foi suspensa para que se possa garantir o amplo debate sobre o tema.

 

Em sua página nas redes sociais, o Comande de Greve Estudantil do Campus Cuiabá publicou uma nota de repúdio às tentativas de desmobilização do movimento e luta pelo valor a um real universal. Eles acusam a reitoria de realizar reuniões “informais” sem convidar o Comando de Greve que nesse momento representa os estudantes.

 

“[...]Denunciamos esta atitude da reitoria, pois é uma prática recorrente que mostra o patrolamento do corpo discente em greve, utilizando-se de espaços chamados de “conversas informais” ou “reuniões informativas” para legitimar suas ações políticas que inviabilizam a permanência das e dos estudantes e vai além, trama por trás das estudantes com os membros do DCE de todos os campi. Soma-se isso ao fato da interferência desarticuladora e antidemocrática dos membros do DCE que nitidamente tem atrasado o processo de formação do Comando de Greve.

 

Dessa forma, ressaltamos nosso repúdio ao autoritarismo e à unilateralidade com que a reitoria e atual gestão do DCE vêm tratando a representação escolhida em Assembleia Geral Estudantil com mais de 1.500 estudantes presentes. Assim, não aceitaremos qualquer tipo de manobra que dê a falsa impressão de avanços, frisando que a suspensão não é garantia de manutenção do RU a um real e universal. Reforçamos que as estudantes estão mobilizadas desde fevereiro e que a gestora não se fez presente em nenhum momento e nem nos espaços que ela mesma propôs”.

 

Quanto ao processo de reintegração de posse, determinada pelo juiz federal Raphael Casella de Almeida Carvalho, da 8ª Vara Cível da Sessão Judiciária de Mato Grosso, foi informado que na quarta-feira (16) foi realizado uma visita da oficial de justiça informado que se a ocupação não acabasse em 24 horas, a polícia seria acionada. Dessa forma, os alunos retiraram tudo que impedia a passagem e desocuparam, mas continuam realizando atividades como cursos, oficinas e aulas públicas.

 

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