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Sábado, 24 de Dezembro de 2016, 08h:30

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Mãe de jovem assassinada relata sofrimento ao ver suspeito circulando pelo bairro

Por: MAX AGUIAR

"É o terceiro Natal que vou passar sem minha filha e vendo o bandido solto". O desabafo é de Patrícia Araújo, mãe de Poliana Alessandra de Araújo Alves, 16 anos, uma das vítimas do duplo assassinato que ocorreu em 2 de outubro de 2014 no bairro Jardim Umuarama, em Cuiabá.

 

Depois do crime, policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) prenderam o suspeito pelo crime, mas a Justiça acabou soltando por falta de provas. 

 

Alan Cosme/Hipernoticias

mae umuarana

Patrícia chora ao lembrar da forma que a filha foi assassinada

Desolada, Patrícia Araújo clama por Justiça, já que o autor do assassinato apontado pela polícia caminha livremente pelo bairro onde ficou marcado por causa do duplo homicídio.

 

"Eu não sei até quando vou sofrer com essa dor, pois sempre vejo o autor do crime de minha filha andando tranquilamente e eu perdi minha filha pra sempre... choro, sonho e toda noite eu penso se isso vai ser pra sempre. O crime vale a pena? Minha filha e a Luzinete eram dois animais pra ficar assim, sem resolução? A quem devo recorrer, se a própria Justiça soltou o autor do crime?, questiona a mãe da vítima. 

 

Patrícia acredita nas investigações da polícia, que aponta Diego José da Silva, 22 anos, como autor do homicídio. A defesa do réu, que está solto desde 2015, salienta que ele era "apaixonado por Poliana e não tinha o motivo para fazer tal atrocidade. E que na hora do crime ele estava em casa". 

 

Patrícia se posicionsa contrária ao que diz a defesa de Diego. "Ele tinha ciúmes de Poliana. Ele namorava com ela há dois anos e há um mês estavam rompidos. Ele desconfiava dela e não gostava que ela conversasse com Luzinete. Com isso, logo acabou pegando as duas juntas na casa e com um pedaço de madeira acabou matando as duas. Eu estava fora, tinha ido para a casa de meu pai. Sai de casa e deixei minha filha viva, quando eu voltei ela estava num caixão", chora a mãe ao lembrar do fato.

 

Alan Cosme/Hipernoticias

mae umuarana

 

Reponsável pelas investigações, a delegada Anaíde Barros, na época titular da Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), prendeu Diego dez dias após o crime no seu local de trabalho. Para Anaíde, ele estava com raiva de Poliana porque ela teria terminado o relacionamento há pouco. A delegada também sustenta que Diego também tinha ciúmes da amizade da namorada com Luzinete.

 

“Ele aproveitou que as meninas estavam em casa sozinhas e cometeu o crime com golpes de um objeto contundente na cabeça de cada uma. Elas estavam nuas porque estavam a caminho do banho. Ele tenta forjar até hoje não é o culpado do caso, mas descobrimos, inclusive, que ele já tinha ameaçado a namorada de morte e estava comprando uma arma no Paraguai para matar a menina. Por isso, o indiciamos por duplo homicídio qualificado”, contou a delegada.

 

Mediante os relatos e as constantes lembranças, Patrícia relatou ao HiperNotícias que seu Natal sempre é em preto branco. "Não tem luz. Não tem mais o que comemorar. É o terceiro Natal que vou passar sem minha filha e vendo o bandido solto. Minha revolta é saber que ele continua solto e eu pra sempre terei que visitar minha filha num túmulo" completou.

 

O crime

 

Os homicídios aconteceram por volta das 02h45 daquela madrugada, que antecedia o dia das eleições estaduais. Poliana Alessandra de Araújo Alves, 16 anos, e Luzinete Lemos Rodrigues, 14, estavam em um bar, comemorando o aniversário da mãe de Luzinete. Em certo momento da festa, elas resolveram ir até uma quitinete para tomar banho e depois voltar às comemorações. Nesse momento, ocorreu o crime.

 

Quase uma hora depois que as meninas saíram da festa, o namorado de Luzinete desconfiou da demora e resolveu procurar as meninas. Quando chegou na quitinete, encontrou as garotas mortas, caídas na sala da casa e sem roupas. O cômodo estava tomado por sangue. “Cena de filme de terror. Olhei e voltei pra trás, pra avisar o que tinha ocorrido”, disse o namorado de Luzinete na época do crime.

 

Reprodução/ReporterMT

diego/umuarama

Diego José está em liberdade desde 2015; enquanto preso ele estava na Penitenciária Central

A juíza Wandinelma Santos, que decretou a liberdade de Diego, está impedida de comentar o caso porque se trata de homicídio contra menores e o processo corre em segredo de Justiça. Porém, ao HiperNotícias ela garantiu que irá seguir o processo no caminho da legalidade. “Enquanto houver provas que imputam o crime ao Diego ele será ouvido como réu do caso”, comentou a magistrada.

 

Apesar de passar mais de dois anos do crime, o julgamento de Diego ainda não foi marcado. Se for condenado, ele deve responder por duplo homicídio duplamente qualificado, sem dar chance de defesa para as vítimas. Caso o júri o condene, ele deve pegar de 20 a 40 anos de prisão em regime fechado. 

 

 

 

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1 Comentários

kleber - 24/12/2016

Bandido, assassino frio calculista. Bandido bom é BANDIDO MORTO.

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