Terça-Feira 28 de Março de 2017
pesquisas

Segunda-Feira, 09 de Janeiro de 2017, 15h:02

Tamanho do texto A - A+

Prefeitos vão compor Conselho Executivo do VLT

Por: REDAÇÃO

Assessoria

Lucimar e WS

 

 

O governador Pedro Taques (PSDB) e os prefeitos de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB) e de Várzea Grande, Lucimar Campos (DEM), irão compor o Conselho Executivo das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que também terá um Conselho Técnico. A intenção manifestada chefe do Executivo e reafirmada pelo secretário de Cidades, Wilson Santos, é retomar a obra no primeiro semestre deste ano.

 

Na amanhã desta segunda-feira (9), o secretário se reuniu com Lucimar Campos, o vice-prefeito, José Hazama e os secretários de Assuntos Estratégicos, Jayme Campos e de Governo, César Miranda, reafirmando que o modelo de concessão do VLT, após, concluída as obras, será idêntica ao da cidade do Rio de Janeiro.

 

Esteve presente à audiência a presidente da Agência de Desenvolvimento Metropolitano da Região do Vale do Rio Cuiabá, Tânia Matos.

 

A prefeita determinou as equipes das Secretarias Municipais, de Governo e de Assuntos Estratégicos estudos de impacto para remeter a apreciação dos vereadores de Várzea Grande, projeto de Lei que concede a isenção de impostos e taxas para todas as obras do VLT.

 

“As isenções são importantes para aquecer a economia, até mesmo porque iremos recomendar ao Consórcio de Empreiteiras a contratação de mão de obra local e promover a aquisição de produtos e materiais de construção nas lojas de Várzea Grande, girando a economia e potencializando a cidade”, lembrou Lucimar Campos.

 

Segundo o secretário Wilson Santos, estudos apontam para valores da ordem R$ 200 milhões de isenção entre Cuiabá e Várzea Grande.

 

“Estamos na tratativa final quanto a custos definitivos, cronogramas entre outras medidas para que diferentemente do passado, fazermos uma obra com planejamento e um mínimo de mudança”, disse o secretário Wilson Santos.  

 

Para representar Várzea Grande no Conselho Técnico, o indicado será o secretário municipal de Viação, Obras e Urbanismo, Luiz Celso de Moraes e membros de sua equipe técnica. Pelo Estado, o secretário adjunto do VLT, José Piccolli Neto, que é cuiabano e foi responsável pela implantação do VLT do Rio de Janeiro, o engenheiro civil e assessor especial do VLT, Thiago França, ex-secretário de Mobilidade Urbana de Cuiabá na gestão passada e o arquiteto Rafael Detoni que participou da execução e planejamento das obras da Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo - Secopa em Mato Grosso. Os técnicos por parte de Cuiabá ainda serão definidos.

 

Wilson Santos disse que para viabilizar a retomada das obras, ainda no primeiro semestre deste ano, cumpriu quatro importantes passos do ponto de vista financeiro, jurídico e administrativo e que todas essas etapas estão em andamento e caminham de forma interligada. “A primeira frente foi à análise situacional das obras. A segunda está sendo a negociação de valores. A terceira se baseia nas questões judiciais junto ao Ministério Público, Tribunal de Justiça e ao Tribunal de Contas e a quarta e a fase operacional da obra para que realmente possa retomá-la ainda nesse primeiro semestre”.

 

Durante a exposição dos fatores que envolvem a retomada do VLT, que tem início por Várzea Grande, Wilson disse a operacionalização do VLT será feita nos moldes do que ocorre no Rio de Janeiro, onde o serviço foi concessionado à iniciativa privada e parceiros como a associação dos transportadores urbanos, já que as empresas poderão perder parte dos usuários do sistema. “Aqui, por exemplo, estudamos ofertar a concessão do VLT na proporção de 25% e abrir concorrência para outras empresas operarem essa nova modalidade de transporte”. Wilson reforçou que concessão será 100% realizada pelo setor privado.

 

A prefeita demonstrou preocupação também com o futuro do desenvolvimento econômico do município se a obra não saísse mais do papel. “Muitas empresas nos últimos dois anos fecharam as portas, trazendo um imenso prejuízo econômico e social para Várzea Grande, sem falar nessa enorme cicatriz dividindo a cidade. Agora com a notícia de fato da retomada do VLT, acreditamos em atrair novas empresas para aportar nesse corredor entre o aeroporto até a ponte Júlio Muller. Atrair investimentos e recuperar a mobilidade urbana dessa região vem ao encontro da política que traçamos para Várzea Grande”.

 

A prefeita lembrou que vai cobrar do Governo do Estado e do Consórcio VLT Cuiabá/Várzea Grande composto pelas empreiteiras, CR Almeida, Santa Bárbara, CAF, Magna e Astep, o compromisso quanto à geração de emprego e renda para aquecer a economia da cidade e sua gente.

Avalie esta matéria: Gostei | Não gostei








1 Comentários

Benedito Addôr - 10/01/2017

Falando em VLT, surge sempre a questão da Ilha da Banana que começou lá em 2012. Agora o Meritíssimo Juiz deu imissão de posse ao Governo do Estado, baseando-se na Autorização do IPHAN/MT. Mas qualquer Autorização do IPHAN/MT pode ser contestada pelos seguintes motivos: 1) em julho de 2012, o governador Silval fez um Decreto para desapropriar apenas o Centro Comercial Morro da Luz, onde realmente vai passar o VLT, de acordo com a propaganda oficial sobre o VLT; 2) em novembro de 2012, teve uma Reunião entre o IPHAN/MT e a Secopa para elaborar projeto visando a retirada das casas em frente à Igreja do Rosário - sem as mesmas estarem nem desapropriadas; mesmo o VLT não passando no local; e mesmo existindo a Instrução Normativa do IPHAN/MT, que no seu Artigo 2º diz que os imóveis tem Preservação Assegurada, mesmo sendo área de Entorno. O IPHAN/MT não considerou nada disso, passou por cima de tudo; 3) um mês depois dessa Reunião entre o IPHAN/MT e a Secopa, em dezembro de 2012, o Governo fez o Decreto que desapropriou as casas. O IPHAN/MT passa a ser co-autor do Projeto para Demolir as Casas, e do Decreto de Desapropriação. Fazendo o contrário do que diz o Artigo 2º da Instrução Normativa, que lhe dá atribuições para proteger, conservar, manter e revitalizar a área. Assim sendo qualquer Parecer dado agora ao Meritíssimo Juiz fica comprometido, pois tornou-se co-autor de Projeto de Demolição e de Decreto de Desapropriação; 4) O Procurador da República do MPF, analisando a Instrução Normativa, deu o seguinte Despacho: "é clarividente que os imóveis localizados na área de Entorno possuem especial proteção." Mas todos os proprietários da Ilha da Banana, na área em frente à Igreja do Rosário, ficaram prejudicados com a atitude do IPHAN/MT. 5 proprietários possuem Declarações do IPHAN/MT, dizendo que está tudo regulamentado pela Instrução Normativa. Daí, a gente perguntar: afinal de contas Instrução Normativa funciona ou não funciona? Vale o que está escrito? Ou o que está escrito não vale nada? É evidente que vale, pois cada cidade tem a sua Instrução Normativa própria, de acordo com as características peculiares regionais. Ontem protocolei junto ao MPF uma reclamação abrangendo todos os assuntos relatados, no Inquérito Público Civil que corre, a partir de uma Reclamação anterior. O Inquérito Público Civil que existia no MPE, para responder todas essas perguntas, foi Arquivado, depois de julgamento no Conselho Superior do Ministério Público, em 05/12/2016, sem responder nenhuma pergunta, nada. Por que será que ninguém quer responder pergunta nenhuma? Um cidadão brasileiro não tem o direito de fazê-las, e os Órgãos competentes o dever de responde-las. Será que vou ter de ir até o Supremo para conseguir respostas; começando a apelar à Segunda Instância.

INíCIO
ANTERIOR
PRÓXIMA
ÚLTIMA
Nó de Cachorro

Nó de Cachorro

Escolas militares

Quanto pior, melhor

Secretário na escola

Lua de mel

Mais Notas

Últimas Notícias

Mais Lidas

Mais Comentadas